'Menos shows e mais saúde', diz pré-candidato à prefeitura de Praia Grande

"Bolsonaro é um remédio necessário com algumas contraindicações". A frase é do primeiro pré-candidato oficial a prefeito de Praia Grande, Danilo Morgado (PSL).

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21 OUT 2019Por Carlos Ratton07h39
Danilo Morgado diz que os problemas nacionais não podem chegar ao PSL de Praia Grande e que é um conciliador nato.Foto: GABRIEL SOARES/DIVULGAÇÃO

"Bolsonaro é um remédio necessário com algumas contraindicações". A frase é do primeiro pré-candidato oficial a prefeito de Praia Grande, Danilo Morgado (PSL). O praiagrandense, que pretende ocupar a cadeira de Alberto Mourão (PSDB), garante que a briga em Brasília não deve refletir no Município. "Os problemas nacionais não podem chegar ao PSL de Praia Grande. O partido pode implodir ao redor, mas não em nossa Cidade", garante.

Morgado afirma que está sendo um grande articulador das cidades em Brasília, mas que é preciso projetos para obter verbas. "Já consegui ajudar muitas, menos Praia Grande porque Mourão não me procurou. Não sou oposição à atual administração, sou contra a falta de prioridades, principalmente na saúde. Menos shows e mais assistência à população", dispara.

Morgado também não economiza críticas à Câmara. "É subserviente ao prefeito. A oposição é momentânea e cresce só em período eleitoral. Faz crítica, faz vídeo, mas não apresenta solução", afirma, taxativo, o assessor do senador e líder do PSL no Senado, Major Olímpio.

Sobre a possibilidade de mais uma temporada de verão sem os quiosques na praia, Morgado discorda de como o processo de licitação inicial foi conduzido. "A Prefeitura tem que resolver rápido essa questão e com mais transparência", afirma. Sobre segurança, diz que é preciso valorizar e incentivar os concursados, pois a Guarda Municipal é a melhor da Baixada em termos humanos e técnicos. "A cidade gasta R$ 350 mil mensais somente nos cargos comissionados em postos mais altos da Guarda. É preciso aumentar o efetivo e garantir as gratificações."

Em meio às críticas, Morgado está com Mourão a respeito do impasse jurídico entre o Ministério Público (MP) e a Prefeitura de Praia Grande na implantação do Complexo Empresarial e Aeroportuário Andaraguá. "Precisamos nos preocupar com o meio ambiente, mas não podemos perder a oportunidade de crescimento e geração de empregos. O Governo Federal já se colocou à disposição para ajudar", disse.

Em relação à Educação, o pré-candidato é a favor da proposta do vereador Carlos Eduardo Barbosa, o Cadu (PTB), que visa instalar câmeras de monitoramento de segurança nas creches e escolas. "Mas é preciso um debate maior sobre a questão, que não permita que o professor seja vigiado em sala de aula".

Na questão já denunciada de superlotação de salas de aula na Educação de Jovens e Adultos (EJA), revela que é preciso equacionar a questão. "Os gestores precisam acompanhar o que está ocorrendo de perto. As pessoas precisam estudar de forma confortável", afirma, alertando que também é preciso rever a proibição de professoras, atendentes educacionais, inspetores e outros funcionários de se alimentar junto com os alunos nos horários de merenda. "A integração é fundamental. Coronelismo não cabe mais nos dias atuais", revela, mesmo se dizendo a favor das escolas civis-militares. "Foi um erro Praia Grande não aderir. Os militares de hoje são diferentes, mais humanizados", completa.

POLÍTICA NACIONAL

O pré-candidato põe panos quentes sobre a polêmica gravação envolvendo a articulação do presidente Jair Bolsonaro para tirar o deputado Delegado Waldir (GO) do cargo de líder do PSL na Câmara, afirma: "Por causa de algumas declarações do presidente o partido deu uma balançada e é normal. Mas política é conversa, é soma e não subtração".

Ao ser questionado que dos 22 ministros, seis enfrentam acusações por caixa dois, improbidade administrativa, desvio de recursos e irregularidades com fundos de pensão, Morgado afirma que quem está errado deveria sair do governo. "Todo mundo tem que ser investigado e, se julgado e condenado, punido", enfatizando que o deputado federal Luciano Bivar, presidente do PSL, não reata com Jair Bolsonaro que, por sua vez, não sai do partido. "Mas tem que dar mais atenção à legenda. A briga é pelo dinheiro do Fundo Partidário. Um acha que tem que ser destinado a algumas candidaturas e, o outro, a outras. Sou a favor de um acordo", revela.

Sobre as críticas de Major Olímpio aos filhos do presidente, principalmente o senador Flávio Bolsonaro (RJ), acusado de manter funcionários 'laranjas', Morgado acredita que o filho do presidente deve ser investigado. "Temos que mostrar que o PSL é limpo, que o presidente aceita que investigue o próprio filho", afirma, alegando que a saída de Alexandre Frota foi por conta dele não ter conseguido cargos no Governo Federal. "Ele se frustrou e se aproximou do governador João Doria, que agora vai usá-lo para atacar o Bolsonaro".

Com relação à conduta de Sérgio Moro e as revelações da Intercept Brasil, Morgado é da opinião que Moro pode ter falhado moralmente e que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) irá julgá-lo. Garante, por fim, que não será o Bolsonaro de Praia Grande, como vem sendo espalhado nas redes sociais: "Para cada doença existe um remédio. Bolsonaro foi um remédio com algumas contraindicações, mas necessário. Meu time será o remédio para a Praia Grande, para ser o elo com o Governo Federal".