Defesa Civil mantém interdição de prédio em Praia Grande

Em janeiro, uma coluna se rompeu e gerou um grande barulho, que assustou moradores e vizinhos, que evacuaram o prédio

Prédio precisou ser desocupado às pressas em janeiro último

Prédio precisou ser desocupado às pressas em janeiro último | Reprodução/Praia Grande Mil Grau

Em sua mais recente vistoria ao Residencial Rio D’Ouro IX, localizado na Avenida Presidente Castelo Branco, à Rua Guimarães Rosa, 95, na Cidade Ocian, em Praia Grande, a Defesa Civil do Município resolveu manter a interdição, apesar dos serviços de recuperação da edificação estarem em fase avançada de execução. Segundo os técnicos, as estruturas do prédio já receberam as mantas de fibra de carbono no subsolo.

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Em janeiro deste ano, uma coluna se rompeu e gerou um grande barulho, que assustou moradores e vizinhos, que evacuaram o prédio. A rua ficou interditada por algumas horas e, desde então, o prédio vem sendo monitorado e os moradores de alguns apartamentos tiveram que deixar os imóveis.

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O Ministério Público do Estado de São Paulo foi acionado pelo diretor de Relações Institucionais da Federação Nacional dos Engenheiros José Manoel Ferreira Gonçalves. A promotora pública de Praia Grande, Lorrana Larissa Coqueiro já se reuniu com a Defesa Civil e com o engenheiro para avaliar e estudar as medidas que possam ser adotadas em relação aos problemas do prédio.

DISCUSSÃO REGIONAL.

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Procurado ontem, o engenheiro diz não ver com ‘bons olhos’ as medidas adotadas e acredita que é preciso que esse problema seja avaliado de forma mais ampla, não se restringindo apenas à Praia Grande. “É preciso que governos municipais da Baixada, do Estado e até do País comecem a estudar uma forma de monitoramento do que ocorre na área da construção civil. É preciso coletar e analisar dados confiáveis. O que existe hoje são informações esparsas”, afirma.

O engenheiro lembra que solicitou ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de São Paulo (CREA-SP); à Defesa Civil e ao MP uma mobilização a respeito das necessárias ações reparatórias, com prazos, e quais as medidas necessárias para a reparação efetiva da edificação. No entanto, as informações são truncadas e não um estudo de aprofundado de prevenção para que isso não ocorra novamente.

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Anteriormente, o engenheiro viu a necessidade de identificação completa da empresa responsável pela construção e seu responsável técnico, ou responsáveis técnicos, devidamente registrado(s) no CREA. Ainda a identificação da empresa responsável pelos serviços de recuperação estrutural e seu responsável técnico, devidamente registrado, ou registrados, também no órgão.

Sugeriu a apresentação de todas as anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) dos serviços de recuperação previstos, incluindo os escoramentos feitos depois das ocorrências; informações completas sobre o histórico da obra desde o início da construção.

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Apontou a necessidade de cópias da ARTs do projeto para aprovação da Obra; do projeto construtivo (Arquitetônico) e complementares: estrutural, elétrica, hidráulica e Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

Por fim, os eventuais registros de ocorrências e multas resultantes de fiscalizações executadas pelo CREA-SP, com o intuito de levantar o histórico completo da construção e outras informações sobre as medidas adotadas para a fiscalização da obra de manutenção associada ao fato gerador do risco.

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PREFEITURA.

Para a Imprensa, a Prefeitura já havia informado que efetuou a desinterdição parcial da edificação. Os moradores dos apartamentos finais puderam retornar as suas unidades, menos os de finais 05, que ainda permanecem com suas unidades interditadas, bem como permanece a interdição da área de lazer localizada no segundo pavimento da cobertura duplex.

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“O subsolo pode ser utilizado, devendo respeitar a área isolada e sinalizada. As demais garagens permanecem interditadas, considerando que os escoramentos instalados impossibilitam acesso a estes locais. Ainda não há data prevista para a liberação total da edificação”, finalizou a Administração sobre a questão.