Praia Grande

Apenas 27 de 506 pessoas em situação de rua são de PG; maioria chegou há 1 mês

A Prefeitura da cidade atende recorde de migrantes em dois meses, foca em passagens de retorno e abordagem integrada

Giovanna Camiotto

Publicado em 20/03/2026 às 07:45

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Praia Grande intensificou ações de abordagem a pessoas em situação de rua / Divulgação/PMPG

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A Prefeitura de Praia Grande intensificou ações de abordagem a pessoas em situação de rua e atendeu mais de 500 pessoas nos dois primeiros meses de 2026. Segundo levantamento do município, a maioria não é moradora da cidade e chegou recentemente.

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Das 506 pessoas abordadas, apenas 27 são de Praia Grande. Mais de 50% vieram da São Paulo, cerca de 25% de outras cidades da região, 15% de outros estados e uma parcela menor de outros países. Mais da metade afirmou ter chegado ao município há menos de um mês.

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As ações envolvem contato com familiares, oferta de retorno à cidade de origem, atendimento de saúde e encaminhamento para abrigos. As equipes percorrem diariamente diferentes regiões, com apoio integrado de secretarias como Assistência Social, Saúde, Segurança Pública e Serviços Urbanos.

Abordagens humanitárias

Segundo o prefeito Alberto Mourão, a gestão passou a aplicar questionários durante as abordagens para orientar políticas públicas. “Queremos enfrentar essa situação de forma técnica, respeitando a questão humana com a responsabilidade do poder público. Precisamos entender a origem dessas pessoas e os motivos que as trouxeram para a Cidade”, afirmou.

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Entre os principais desafios apontados está a resistência ao acolhimento. Parte das pessoas abordadas recusa os encaminhamentos, principalmente por conta das regras e horários exigidos nos equipamentos públicos.

O município também cita o uso de álcool e outras drogas como fator que dificulta a adesão aos serviços, além da facilidade de obtenção de dinheiro e alimentação nas ruas, o que contribui para a permanência nessa condição.

Suporte coletivo

Moradores relatam impactos no cotidiano. “Se a população ajudar e esse trabalho for feito em conjunto, pode dar certo. A Cidade possui abrigo e serviços preparados, mas muitos se mantêm na rua”, disse o morador Pedro Quiaza Neto.

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O comerciante Dogilvan Andrade também menciona efeitos na limpeza urbana. “Muitas vezes essas pessoas mexem no lixo, o que prejudica a limpeza e o comércio. Sabemos que não são daqui, mas vemos que a Prefeitura está trabalhando”, afirmou.

Como ajudar?

A administração municipal orienta que a população encaminhe pessoas em situação de rua ao Centro POP, localizado na Rua Ministro Marcos Freire, no bairro Quietude. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Entre os serviços disponíveis estão o Centro POP, o serviço de Abordagem Social, o Abrigo Solidário Eliane Malzoni, a Casa de Estar Ferdiano Alves de Oliveira e o Consultório na Rua.

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