Vice do PT chama de "celeuma" repercussão sobre aumento do fundo partidário

Segundo José Guimarães, a presidente Dilma sancionou o aumento do fundo partidário após ter sido aprovado pelo Congresso com apoio da oposição e da base governista

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21 ABR 201523h23

O vice-presidente do PT, deputado José Guimarães (CE), disse que há uma "celeuma" na repercussão da sanção da presidente Dilma Rousseff ao aumento de recursos do fundo partidário de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões. Segundo ele, a sanção ocorreu como parte do Orçamento de 2015 e não como peça aprovada separadamente. "Acho que a presidente sancionou o Orçamento e não se pode se criar celeuma de que ela aprovou o fundo (separadamente)", disse.

Segundo Guimarães, Dilma sancionou o aumento do fundo partidário após ter sido aprovado pelo Congresso com apoio da oposição e da base governista. "Como querem que a presidente vetasse o que o Congresso votou por unanimidade?", questionou.

O vice-presidente do PT, que também é líder do governo na Câmara dos Deputados, disse que não acredita em reação negativa da base caso Dilma faça contingenciamento do repasse maior ao fundo partidário, como parte do ajuste fiscal.

Guimarães sugeriu, contudo, que o foco da contenção orçamentária deveria ocorrer sobre despesas operacionais do governo. "O contingenciamento tem de ser em custos da máquina pública", disse.

José Guimarães chamou de 'celeuma' a repercussão sobre o aumento do fundo partidário (Foto: Divulgação/PT)