Vereadores comentam sobre a gestão de Antonieta

Parlamentares do Legislativo esperam mais ações do Governo atual

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07 FEV 201322h31

A prefeita de Guarujá Maria Antonieta de Brito, em balanço de seus 100 dias no comando da Administração Municipal, declarou, no último dia 14, que os resultados positivos das ações que vem realizando na Cidade serão sentidos no segundo semestre deste ano.

A prefeita afirma que herdou uma dívida em torno de R$ 1 bilhão (fornecedores, Previdência Social e precatórios), mas está confiante no sucesso de seu plano de recuperação do Município.

Embora já tenha realizado ações como a substituição do Sistema Integrado de Transporte pela Rede de Transporte de Guarujá, iniciado a reforma e ampliação da Maternidade Ana Parteira e a renegociação com fornecedores, a prefeita enfrenta críticas de um de seus principais opositores políticos, o vereador Luis Carlos Romazzini (PT), que afirma faltar “competência” na gestão administrativa e financeira de Guarujá, mas também desperta  expectativas por parte do presidente da Câmara, José Carlos Rodriguez (DEM).

“Ela (prefeita Antonieta) optou por uma análise mais consensiosa da situação do Município, mas esse prazo já esgotou, agora é a hora da ação”, afirmou o presidente da Câmara.

José Carlos acredita nos planos da prefeita de efetuar o mais breve possível a reabertura da Maternidade Ana Parteira e outras ações mais urgentes, mas não concorda com o anúncio de prazos que não serão cumpridos.

O Ana Parteira seria reaberto em 45 dias desde o seu fechamento em fevereiro, agora não tem prazo previsto. “Sabemos que a saúde enfrenta problemas crônicos. Temos dificuldades na contratação de médicos, enfermeiros, entre outros profissionais da área, mais a Cidade necessita de atitudes mais consistentes”, afirmou Rodriguez.

“O turismo está relegado a planos secundários. Hoje o turismo é o maior gerador de empregos no mundo, e Guarujá como uma cidade litorânea, precisa de projetos. Não temos nem um Centro de Convenções no Município”.

No entanto, Rodriguez avaliou a relação entre o Executivo e o Legislativo como a “melhor possível”. “Claro que a Câmara não é omissa, nem submissa, mas é preciso haver coerência na aprovação dos trabalhos tanto do Executivo como do Legislativo. Quem ganha com a boa relação entre os dois poderes é a Cidade”.  
   
Em entrevista ao DL, Romazzini criticou atos da prefeita Antonieta e de sua equipe de Governo. “Ela fez uma opção pelo grupo político que ela tem hoje e pela bancada que tem hoje. Ela não tem grupo para gerenciar a Cidade”.

O vereador afirmou que foram nomeadas 400 pessoas para cargos de confiança do alto escalão a funções de baixa remuneração em diversos setores da Administração. “É a farra dos cargos de confiança. Ela sempre foi uma crítica contumaz e eu também. Mas, o que ela fez? Em três meses nomeou mais de 400 pessoas, muitas delas sem qualificação”.

O vereador também questionou a não realização do contrato para gerenciamento do trânsito no Município. “Agora já vai para mais de 40 dias sem contrato. Estamos perdendo cerca de R$ 700 mil por mês”.

Romazzini também contesta as dificuldades financeiras alegadas pela prefeita como argumento para a não realização de ações no Município. “Janeiro, fevereiro, março e abril são meses de alto fluxo de caixa. Não é verdade que não tem dinheiro. É só pegar o balancete publicado no Diário Oficial: R$ 150 milhões em caixa. Falta competência para gastar esse dinheiro”.

O vereador afirmou ainda que os encaminhamentos da Prefeitura para o recebimento dos recursos do Governo Federal, como do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estão parados.

Romazzini criticou ainda o fechamento da Maternidade Ana Parteira e o veto do Executivo ao projeto de lei que autorizava o transporte de pacientes carentes para tratamento de alta complexidade em outras cidades.

O vereador disse também que a relação entre o Legislativo e o Executivo não é boa. “A relação da Câmara com a Prefeitura é um desastre. A Câmara só recebe vetos”.

Prefeitura

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Guarujá esclarece que o contrato com a DCT Tecnologia entrou em vigor no dia 31 de outubro de 2007, podendo ser aditado a cada 12 meses, atingindo o período máximo de 60 meses.

No entanto, o aditamento que ocorreu no dia 31 de outubro de 2008, não foi aditado por mais 12 meses como seria permitido, mas somente por 90 dias, com término em 31 de janeiro. Está sendo elaborada a licitação para a operação de radares e em breve será publicado o edital.

A respeito das obras de habitação no Parque da Montanha, que fazem parte do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), a Secretaria de Planejamento e Gestão Financeira informa que a Caixa Econômica Federal depositou previamente cerca de R$ 50 milhões para execução dos serviços e, a cada medição de serviço encaminhada, a CEF libera uma parcela condizente ao serviço realizado.

Já sobre as nomeações de cargos de confiança, a Prefeitura utiliza como critério a qualificação profissional para o preenchimento dos seus cargos.