Vereadores afastados de Guarujá vão depor na 3a feira

Comissão interrogará os oito parlamentares denunciados, no plenário da Câmara, a partir das 9 horas

Comentar
Compartilhar
14 FEV 201323h44

Os vereadores acusados de participação no esquema de corrupção na Câmara de Guarujá que ficou conhecido ‘Mensalinho’ foram intimados a depor em audiência interrogatória convocada pela Comissão Processante do Legislativo. A audiência será na próxima terça-feira, a partir das 9 horas, no plenário da Câmara.

O edital de intimação foi publicado no Diário Oficial de Guarujá de ontem. Serão ouvidos pela comissão os parlamentares afastados Helder Saraiva de Albuquerque, Honorato Tardelli Filho, Nilson de Oliveira Fontes, o ex-presidente da Câmara Gilson Fidalgo Salgado, Sirana Bosonkian, Marcos Evandro Ferreira, Joaci Cidade Alves e Mário Lúcio da Conceição.

A comissão, presidida pelo vereador Paulo Flávio Affonso Piasenti (PSDB), investiga o caso com base em denúncia do Diretório Municipal do PSDB à Câmara Municipal. A Comissão Processante é constituída ainda pelos vereadores Marcelo Gaspar Pinto e Geraldo Soares Galvão.

Segundo Piasenti, as testemunhas serão ouvidas de quarta-feira a sexta-feira. Após todos serem ouvidos, os vereadores denunciados poderão pedir vistas do processo dentro do prazo de cinco dias. No término desse prazo a comissão apresentará parecer final que será encaminhado ao presidente da Casa de Leis Carlos Eduardo Pirani.

Piasenti explicou que espera concluir os trabalhos da Comissão Processante até o dia 18 deste mês. “Vamos entregar o relatório final ao presidente da Câmara e aguardar que ele convoque a audiência de julgamento dos vereadores acusados”, esclareceu Piasenti que afirmou ainda que na audiência de julgamento será decidida a cassação ou não dos envolvidos.

A audiência não é aberta ao público, e poderá ser acompanhada por procuradores dos denunciados e imprensa desde que seja credenciada previamente.

O caso

O esquema de pagamento de propina mensal no valor de R$ 10 mil a vereadores de Guarujá foi denunciado pela mídia no dia 6 de setembro de 2006, em gravações de vídeo feitas no gabinete do então presidente da Câmara, Gilson Fidalgo Salgado.

O esquema também ficou conhecido como ‘Festa da Tainha’, pois os maços de dinheiro eram entregues como convites para o tradicional evento que acontece em Guarujá. O esquema supostamente seria orquestrado pelo Executivo para aprovação de projetos no Legislativo. A denúncia foi feita pelo Ministério Público que ingressou com ação na Justiça, em cujo processo são citados também os nomes do prefeito Farid Said Madi e do secretário de Governo Antonio Addis Filho.