Vereador de Itanhaém afastado vai recorrer à Justiça

Ontem, Strama se reuniu com advogados de seu partido, em Santos

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13 MAR 201320h15

O vereador Marcelo Strama (PSB), afastado do cargo por determinação do prefeito de Itanhaém, João Carlos Forssel (PSDB), estuda medidas judiciais para retomar suas atividades na Câmara. Ontem, Strama se reuniu com advogados de seu partido, em Santos.

O pedido de afastamento foi apresentado aos demais vereadores em sessão secreta, convocada na sessão ordinária da última segunda-feira. Segundo Strama, essa é a terceira tentativa do prefeito de afastá-lo da Câmara. “A decisão foi sumária e a ação é uma manobra política”, afirmou o vereador oposicionista.

Em nota enviada à imprensa, ontem, a Administração Municipal alega como motivo para o afastamento, uma visita que Strama teria feito à Escola Municipal Maria da Penha Correa Sanches, sem autorização da Prefeitura.

Na ocasião, o vereador estava acompanhado por um grupo de mães que denunciavam a falta de apostilas para os alunos e de uma equipe de reportagem de televisão. Contudo, Strama afirmou que apenas acompanhou a denúncia, mas não entrou na unidade de ensino.

Na nota, o prefeito destaca o artigo 26 da Lei Orgânica — que prevê a perda do mandato ao vereador cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar ou atentatório às instituições vigentes.

Sessão secreta

A sessão secreta é prevista no Regimento Interno do Legislativo. Em 2005, o vereador, Marcelo Strama, chegou a encaminhar ao Legislativo para apreciação, projeto de lei derrubando esse expediente. Participam da sessão secreta apenas os parlamentares. As decisões tomadas na sessão secreta são comunicadas, em plenário, mas as discussões são mantidas em sigilo.