União Europeia e Estados Unidos cobram renúncia de Assad

Há 21 meses, a Síria vive sob clima de guerra e mais de 60 mil pessoas morreram, segundo organizações não governamentais.

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07 JAN 201312h08

A União Europeia (UE) e o governo dos Estados Unidos cobram do presidente da Síria, Bashar Al Assad, a renúncia para iniciar o processo de transição política no país. Há 21 meses, a Síria vive sob clima de guerra e mais de 60 mil pessoas morreram, inclusive crianças e mulheres, segundo organizações não governamentais.

A chefe da Diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, insiste que é fundamental acabar com o clima de guerra na Síria. “Vamos analisar atentamente se existe algo de novo no discurso [do presidente sírio], mas mantemos a nossa posição de que Assad tem de se afastar e permitir uma transição política”, disse ela.

Desde 2000 no poder, Assad fez neste domingo (6) um discurso à nação informando que pretende permanecer no governo, embora esteja aberto ao diálogo. Mas manteve o discurso crítico em relação à oposição. Integrantes da oposição anunciaram que rejeitam a proposta de Assad, que chamou a atual circunstância política do país de  "conspiração internacional" orquestrada por países ocidentais e árabes que financiam os “terroristas” que contestam o regime.

Assad fez neste domingo (6) um discurso à nação informando que pretende permanecer no governo, embora esteja aberto ao diálogo. (Foto: AE)

Desde março de 2011, a Síria está sob 19 sanções, principalmente impostas pela União Europeia. nas áreas econômica e financeira. Um total de 54 empresas e 181 pessoas, incluindo integrantes do governo Assad, constam da lista dos europeus, que impõe o congelamento de contas e a proibição de entrada no espaço comunitário.

Nos Estados Unidos, a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, disse que o plano de paz apresentado por Assad é "fora da realidade" e "mais uma tentativa do regime sírio de se manter no poder". O governo dos Estados Unidos reafirmou que o presidente sírio deve "se afastar e permitir uma transição política"