Tratoraço contra alta do ICMS tem hino nacional e 'pixuleco' de Doria em SP

Manifestantes saíram da Ceagesp e seguiram até a Assembleia de SP e exibiam faixas com frases como 'Não ao alimento mais caro'

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17 FEV 2021Por Gazeta de S. Paulo16h02
Protesto contra o aumento do ICMS em frente à AlespFoto: Danilo Verpa/Folhapress

Uma caravana de tratores e outros veículos percorreu as ruas de São Paulo na manhã desta quarta-feira em protesto contra o aumento do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). O “tratoraço”, como o ato foi batizado, saiu da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) e seguiu para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na zona sul da Capital.

Os manifestantes eram formados, em sua maioria, por pessoas ligadas ao agronegócio. Eles cantaram o hino nacional e fizeram críticas ao governador João Doria (PSDB) pelo ajuste fiscal.

Além de bandeiras do Brasil e do estado de São Paulo, os descontentes também exibiam faixas com frases como "Não ao ICMS na agricultura. Não ao alimento mais caro" e "Fora Doria". Em frente à Alesp, os manifestantes colocaram um boneco inflável de Doria, no estilo pixuleco, no qual era possível ler "Aumento de 207% no ICMS! Imposdória. João Gestor desempregador".

O senador Major Olimpio (PSL-SP) participou do ato e criticou o governador. “Não vamos recuar! Doria não para com seu pacote de maldades e nós também não pararemos de nos manifestar contra tais absurdos, como o aumento de imposto em plena pandemia para diversos setores da sociedade”, disse o senador.

Nesta quarta, foi protocolado um projeto de lei propondo revogar o artigo que permitiu a revisão dos benefícios fiscais.

Em nota, o Governo de São Paulo definiu o protesto como "ações injustificáveis de grupos que agem com caráter político-partidário”, mas disse respeitar a livre manifestação.

Esta não é a primeira vez que grupos se organizam contra o aumento dos impostos estaduais. No início de janeiro, produtores rurais de 250 municípios se mobilizaram contrários ao reajuste do ICMS e, depois, houve outros protestos pelo Estado.

Em 6 de janeiro, Após pressão de setores do agronegócio, Doria recuou e suspendeu o corte de benefícios fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para alimentos e medicamentos genéricos.