Temer atuará sobre indecisos para tentar conseguir 40 votos na CCJ

O governo peemedebista estima haver 18 deputados federais da base aliada indecisos, de partidos como PSDB, PSD, DEM e PR

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04 JUL 2017Por Folhapress00h30
Michel Temer deve atuar pessoalmente nas próximas duas semanas para conquistar votos de parlamentares indecisos na CCJMichel Temer deve atuar pessoalmente nas próximas duas semanas para conquistar votos de parlamentares indecisos na CCJFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na tentativa de demonstrar força política para barrar a denúncia em plenário, o presidente Michel Temer deve atuar pessoalmente nas próximas duas semanas para conquistar votos de parlamentares indecisos na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Pelo cálculo do Palácio do Planalto, hoje o presidente conta com o apoio de 34 dos 66 deputados federais titulares da comissão parlamentar. A meta é ter pelo menos 40 votos, o que daria uma margem de segurança para obter um relatório favorável contra a denúncia por corrupção passiva.

O governo peemedebista estima haver 18 deputados federais da base aliada indecisos, de partidos como PSDB, PSD, DEM e PR. A ideia é que o peemedebista se reúna pessoalmente com aqueles que o Palácio do Planalto identifica tendência de voto favorável ao peemedebista.

O foco de atuação do peemedebista será parlamentares da base de aliada de partidos como PSDB, PSD, DEM e PR. A ideia é que o peemedebista se reúna pessoalmente com os parlamentares indecisos em relação aos quais o Palácio do Planalto identifica tendência de voto favorável ao peemedebista.

Os ministros da área política também participarão da ofensiva. Na semana passada, o presidente prorrogou prazo de pagamento de emendas parlamentares impositivas referentes ao exercício financeiro de 2015.

Para aprovar um eventual relatório contra o prosseguimento da denúncia, o presidente precisa da maioria simples dos presentes na sessão parlamentar.

Como mostrou levantamento feito pela Folha de S.Paulo, a base governista, no entanto, tem evitado declarar apoio ao presidente na votação da denúncia criminal apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Entre os parlamentares peemedebistas, o número dos que se declararam contrários ao prosseguimento da denúncia é igual ao daqueles que afirmaram não ter posição formada a respeito do caso: 18.

No DEM, partido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), nenhum parlamentar declarou que votará contra a denúncia.