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Teixeira entrou na política após insistência dos amigos

Na modesta campanha, o vereador usou somente cinco cavaletes.

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11 NOV 201216h18

As atividades de ajuda aos mais necessitados, feitas a partir da roda de amigos do futebol de veteranos e da Banda do Jaú, motivaram o empresário José Teixeira Filho a entrar na política. Foi uma iniciação a fórceps, nascida depois de muita insistência dos amigos. E deu certo: ao debutar como candidato a vereador, foi eleito pelo PRP com 1.419 votos.

Ele se apresentou nas urnas como Teixeira, mas parece ter se arrependido um pouco. Hoje, mesmo comemorando sua vitória nas urnas em outubro, ele acredita que teria mais votos caso se apresentasse com o apelido que é conhecido no Jaú e em outros bairros:  Zequinha. “Quando muitos descobriram que o Teixeira era o Zequinha, já tinha passado a eleição”.
 
Teixeira atua como presidente do Grêmio 119, clube de futebol de veteranos criado no número 119 da Rua Alexandre Martins, na Aparecida. Recentemente, a agremiação sagrou-se campeã em um torneio no Clube Saldanha da Gama. Também é presidente de honra da Banda do Jaú, que completa agora cinco anos de atividades carnavalescas naquele trecho da Cidade.
 
Ele gostaria de ter usado Zequinha na campanha até para homenagear o pai, um músico muito conhecido por tocar, gratuitamente, bandolim, cavaco e violão tenor. O pai tocou com músicos conhecidos como Silvio Caldas, Nélson Gonçalves, Orlando Silva, entre outros. A ligação com o samba também deve ao pai, por ter tocado muito tempo na X-9.
 
Teixeira pretende atuar nas áreas de Esporte e Porto (Foto: Matheus Tagé/DL)
 
Torcedor fanático
 
E não dá para ter uma conversa com o vereador eleito sem tocar em outra paixão de Teixeira: o Corinthians, cujo amor pelo clube também foi herdado do pai. Na visita feita ao Diário do Litoral, após ter sido eleito, o próximo prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), já havia comentado sobre o “defeito” de Teixeira: “É corintiano fanático”.
 
Barbosa não estava exagerando. Teixeira não usa nenhuma peça de roupa com a cor verde, do arquirrival Palmeiras. E, acredite, diz nunca ter comido alface ou couve, mesmo na feijoada, devido à cor dos alimentos.
 
Teixeira tem quatro irmãs e lembra com saudades da época em que sua família hospedava o então presidente do Timão, Vicente Matheus, nas visitas dele a Santos. A paixão pelo futebol permite um espaço para o samba, que o faz lembrar da fundação da Padre Paulo, onde participava com uma ala em todos os carnavais. Hoje, desfila na diretoria da Gaviões da Fiel, na Capital.
 
Na modesta campanha a vereador – usou somente cinco cavaletes - , Teixeira se recusou a visitar locais de Santos que não conhecia justamente para respeitar as áreas de outros candidatos. “Eu dizia: caso conseguisse me eleger, depois visitaria esses locais. Sempre respeitei muito isso”.
 
No Legislativo santista, Teixeira pretende atuar nas áreas de Esporte e Porto, sem se esquecer dos problemas sociais. Ele projeta ações na área de capacitação de jovens carentes, com a participação de empresas do Porto e da Prefeitura.
 
O Conjunto Habitacional do Jaú, do qual não pretende se mudar, não será esquecido. Ele sonha com um projeto para que nos próximos meses de dezembro o local receba com uma festa de Natal especial, com iluminação especial e com crianças recebendo presentes.
 
Embora tenha um carinho especial pelo conjunto, ele quer ter um gabinete móvel para atender moradores de outras regiões do Município.

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