Tabela de frete mínimo exigida pelos caminhoneiros é 'impraticável', diz Rossetto

O ministro disse que parte dos trabalhadores reconhecerá as conquistas já obtidas junto ao governo

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22 ABR 201517h57

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, disse nesta quarta-feira, 22, que a tabela de preço mínimo para o frete exigida pelos caminhoneiros é "impraticável" e "inconstitucional". Embora a categoria garanta que irá haver nova paralisação do setor a partir da zero hora desta quinta-feira , 23, o ministro disse que parte dos trabalhadores reconhecerá as conquistas já obtidas junto ao governo.

"A tabela impositiva está descartada. Na nossa opinião, ela não dispõe de autorização constitucional e é impraticável devido à enorme diferenciação de variáveis que envolvem a atividade, como a qualidade do caminhão, da carga e das estradas", afirmou Rossetto, após reunião com representantes da categoria. "Já a tabela referencial que propomos está sendo construída com cuidado e deve servir como referência para a formação de preços dos contratos de frete, garantindo o equilíbrio dos contratos", completou.

O ministro apresentou uma lista com 15 medidas que ele considerou já serem conquistas obtidas pela categoria nas negociações do setor com o governo este ano. Dentre elas estão a isenção do pagamento de pedágio para o eixo suspenso de caminhões vazios e o perdão de multas por excesso de peso nos últimos dois anos. Rossetto destacou ainda que uma mesa permanente de negociação segue aberta com os caminhoneiros.

"Houve um único ponto sem acordo, mas temos iniciativas muito concretas que marcam um novo tempo na relação entre o governo e o setor. Estamos seguros do apoio de ampla parcela da categoria a essas medidas, que reconhece essas iniciativas do governo e do Congresso Nacional", argumentou. Questionado sobre a ameaça de novos bloqueios nas rodovias, o ministro se limitou a dizer que o governo "vai aguardar".