Stanislau também deve causar embaraço na Câmara de Santos

Vereador e médico, Evaldo Stanislau, quer chamar a atenção para a falta de estrutura hospitalar da Cidade, em caso de catástrofe.

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04 FEV 201311h28

“Se a tragédia de Santa Maria acontecesse aqui (em Santos), nós teríamos um número de mortos muito maior”. A afirmação é do vereador e médico Evaldo Stanislau (PT), que alerta para a falta de estrutura hospitalar da Cidade em casos de catástrofes, como a que aconteceu na boate Kiss, há uma semana.

Ele irá, também nesta segunda-feira (4), apresentar projeto de lei que cobra ações hospitalares para atender uma grande demanda de feridos. O projeto de Segurança Sanitária, elaborado pelo vereador, trata de um capítulo específico sobre tragédias. “Na área hospitalar, não estamos preparados para uma situação extrema, onde subitamente um grande contingente de pessoas necessite de atendimento”, afirma Stanislau.

Uma das sugestões do parlamentar é que os hospitais, tanto públicos quanto privados, reservem pelo menos 10% de sua capacidade em situações extremas. “Eles (os hospitais) precisam estar preparados para a tragédia. Se ocorrer, as vagas devem ser reservadas imediatamente para as vítimas da catástrofe e o quadro de funcionários deve estar completo, chamando até mesmo os médicos que não estão de plantão”, explica.

Para que o socorro às vítimas aconteça rápido e de forma coordenada, o vereador propõe a criação de uma Sala de Situação, por parte da Prefeitura de Santos, para gerencia mento de crise. Além disso, o vereador vê como ação imprescindível que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realize, ao menos uma vez por ano, treinamentos na rede hospitalar para atendimento de catástrofes.

Preocupação -  Stanislau alerta para a falta de estrutura hospitalar em casos de tragédia (Foto: Luiz Torres/ DL)

“Em situações assim precisamos de planos de mobilização de recursos, ações coordenadas na assistência e, fundamentalmente, equipes médicas identificadas, capacitadas e treinadas para o atendimento hospitalar em massa de politraumatizados, grandes queimaduras, intoxicação ou infecções de toda ordem”, ressalta.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirma, por meio de nota, que a Prefeitura de Santos dispõe do Plano Municipal de Defesa Civil, que prevê atuação em casos extremos em conjunto com os governos do Estado, por meio do Corpo de Bombeiros, e Federal, com auxílio das Forças Armadas e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Diz ainda que a Defesa Civil realiza reuniões de trabalho periodicamente para traçar estratégias de ação e analisar demandas. O Plano Municipal prevê ainda parcerias na cessão de profissionais de saúde, equipamentos e apoio logístico para transporte e assistência aos feridos.

Em relação ao atendimento de emergência, a Cidade dispõe de uma rede de urgência e emergência para atender a demanda súbita, ressalta a SMS. Sobre treinamento em casos de tragédia, a Prefeitura afirma que está elaborando um plano de capacitação de pessoal, que deve criar a Escola da Saúde para desenvolver treinamento visando esse tipo de situação.