Senadores tucanos pressionam Aécio contra situação provisória

Participaram do encontro nove senadores tucanos, dos 12 que compõem a bancada

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19 OUT 2017Por Estadão Conteúdo19h30
Senadores tucanos pressionaram Aécio Neves para que decida sobre sua continuidade na presidência do PSDBSenadores tucanos pressionaram Aécio Neves para que decida sobre sua continuidade na presidência do PSDBFoto: Agência Brasil

Senadores tucanos presentes em reunião realizada na noite de quarta-feira, 18, pressionaram o senador Aécio Neves (PSDB-MG) para que decida sobre sua continuidade na presidência do PSDB. Horas antes, o senador Tasso Jeiressati (PSDB-CE), que é o presidente interino do PSDB, indicado ao posto pelo próprio Aécio, defendera a renúncia do senador mineiro do comando da legenda.

Aécio deixou a reunião antes do fim e se recusou a falar com a imprensa. Participaram do encontro nove senadores tucanos, dos 12 que compõem a bancada. "Ele saiu mais cedo porque tinha que viajar", justificou Tasso.

Segundo o interino, a bancada do partido no Senado fez uma avaliação "profunda" dos últimos fatos envolvendo Aécio Neves, que retomou o mandato parlamentar na terça-feira, 17. Tasso anunciou que o partido vai aguardar que o próprio Aécio, presidente licenciado do partido, tome uma decisão sobre sua continuidade à frente da legenda.

"Em que nós fizemos uma avaliação profunda dos últimos acontecimentos e sobre o futuro próximo do partido, que rumos o partido deve tomar nos próximos dias. A decisão final sobre qualquer medida que venha a ser tomada para essa definição ficará a critério do senador Aécio Neves que vai fazer uma avaliação política, pessoal, sobre todas essas questões que foram colocadas por todos os senadores e vai em cima dessa sua avaliação tomar uma decisão e nós vamos aguardar", afirmou o senador cearense.

Tasso não quis colocar um prazo para que o político mineiro anuncie sua decisão, mas disse que isso deve ocorrer na próxima semana. "Eu acho que nós vivemos um momento muito delicado e esse momento exige uma definição, qualquer que seja, definitiva. Não podemos mais ficar em situações provisórias, mesmo com o curto prazo quando nós vamos ter eleição em dezembro", defendeu