Senadores criticam critérios de transparência do BNDES em audiência com Coutinho

Além dos parlamentares de oposição, parte dos integrantes de partidos aliados, como PMDB, colocaram questões incômodas

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14 ABR 201516h54

Os senadores fizeram críticas pesadas aos critérios de transparência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante audiência pública com o presidente da instituição, Luciano Coutinho. Além dos parlamentares de oposição, parte dos integrantes de partidos aliados, como PMDB, colocaram questões incômodas.

O senador Álvaro Dias (PSDB/PR) fez duras críticas ao presidente do BNDES. Ele questionou fortemente a transparências do banco, sobretudo em operações com outros países. "Não me parece ser prioridade financiar países, alimentando ditaduras, sem publicidade desses empréstimos. Essa é uma questão central no debate sobre os desvios de finalidade do BNDES", afirmou.

"Deveria ser retirado o S da sigla, já que o banco deixou de ser social", criticou. Dias ainda questionou os empréstimos sigilosos da instituição. "O BNDES é usado politicamente para fazer cortesia com o chapéu do brasileiro a outras nações", afirmou. Ele questionou ainda sobre os prejuízos do banco com o Grupo X, do empresário Eike Batista, e a exposição do banco à Petrobras e às repercussões da Operação Lava Jato.

Os senadores fizeram críticas pesadas aos critérios de transparência do BNDES durante audiência pública com o presidente Luciano Coutinho (Foto: EBC)

Ricardo Ferraço (PMDB/ES) criticou o financiamento ao porto de Cuba e os critérios de sigilo da operação. Ferraço ainda citou reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" de hoje, que mostra que o BNDES alterou contrato de Belo Monte para livrar a usina de multa de R$ 75 milhões. Ele também fez críticas aos subsídios do BNDES. "Em 2015 estima-se que esses subsídios cheguem a

R$ 31 bilhões", relatou. "Gostaria que vossa senhoria fizesse abordagem sobre o papel do BNDES nesse contexto de ajuste fiscal e refletisse os erros e acertos do BNDES nos últimos anos", encerrou.