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Política

Ruptura com PSDB deu liberdade para criticar gestão tucana em SP, diz França

O candidato adotou na entrevista uma estratégia que vem repetindo na campanha: frisar que está no governo desde abril

Folhapress

Publicado em 10/09/2018 às 22:00

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Márcio França (PSB) disse que tentou uma aliança com o PSDB / Divulgação/Facebook

Márcio França (PSB) diz que tentou, mas uma aliança com o PSDB para torná-lo o único candidato de continuidade do governo de São Paulo nestas eleições não foi possível porque os tucanos preferiram um nome (no caso, João Doria) que "fosse da confiança deles". "Estou contente com a coligação que tenho, deu tempo de TV suficiente e liberdade de ações na crítica que posso fazer ao modelo que o PSDB fez, com acertos, em São Paulo", disse o pessebista nesta segunda (10) em entrevista ao telejornal SPTV, da Globo.

César Tralli havia questionado o governador se o fato de não conseguir se aliar aos tucanos não contradizia a fama do candidato de ser um bom articulador político.

Vice de Geraldo Alckmin, que renunciou ao Bandeirantes para disputar a Presidência pelo PSDB, França adotou na entrevista uma estratégia que vem repetindo na campanha: frisar que está no governo desde abril, apesar de estar no governo desde 2015, e aproveitar as oportunidades para alfinetar Doria e Paulo Skaf (MDB).

Disse que, ao longo das próximas semanas de campanha, o eleitor vai perceber "quem parece mais sincero" e que há candidaturas que parecem "fake, com cara de boneco". Ele costuma usar o adjetivo inglês "fake" (falso, em português) para se referir ao adversário tucano.

O governador buscou associar Skaf ao MDB, além de citar o modelo educacional proposto pelo Sesi, vitrine eleitoral do presidente licenciado da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

"O Brasil quebrou, o MDB do Skaf e o PT quebraram o país", disse o pessebista, ao falar sobre o episódio da greve dos caminhoneiros, que busca associar à sua imagem.

Ao longo da entrevista, França falou de propostas de seu plano de governo e defendeu sua tese de separar a Polícia Civil da Militar, transferindo os civis da Secretaria de Segurança Pública para a pasta de Justiça. Afirmou que orçamentos separados fortalecerão as duas forças policiais.

Tralli questionou o governador por iniciativas como o projeto de lei que ele encaminhou à Assembleia Legislativa, propondo que a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) pague até cinco bilhetes ao usuário que for prejudicado por falhas no transporte.

O apresentador perguntou se não era melhor investir na estrutura e prevenir problemas no sistema ferroviário. França comparou o problema com uma doença: enquanto não resolve, é preciso abaixar a febre. "Eu vou consertar tudo, mas se o trem parar, a pessoa vai ter indenização", respondeu.

Márcio França está em terceiro lugar na disputa à sucessão do Palácio dos Bandeirantes, com 8% das intenções de voto segundo pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (6). Paulo Skaf tem 23% e João Doria (PSDB), 25% –os dois estão empatados dentro da margem de erro de três pontos percentuais.  

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