Respiração artificial de Chávez foi desligada, diz jornalista

Segundo o jornalista venezuelano, Chávez morreu após a decisão de desligarem os aparelhos de respiração artificial devido à piora do seu estado de saúde

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07 MAR 201314h05

 A causa da morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não teria sido um "ataque fulminante" do coração, como descreveu o chefe da guarda presidencial, general Jorge Ornella, nesta quinta-feira (7). Segundo o jornalista venezuelano Nelson Bocaranda, Chávez morreu após a decisão de desligarem os aparelhos de respiração artificial devido à piora do seu estado de saúde.

Em seu blog runrun.es, Bocaranda disse que, "desde a sexta, 22 de fevereiro, houve a intenção de retirar do paciente a ajuda mecânica respiratória, em vista das precárias condições de saúde" de Chávez.

Bocaranda ganhou notoriedade por ter sido o primeiro a publicar, há dois anos, a notícia de que Chávez tinha câncer. Em um post titulado "Os momentos finais do presidente Chávez", o jornalista afirmou que "houve divergências entre a mãe e as filhas de Chávez, sobrecarregadas pela longa via-crúcis do último ano e meio de tratamento e campanha eleitoral". O texto informou que, após reuniões com o vice-presidente, Nicolás Maduro, e o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, "decidiram desconectá-lo no dia 5".

Hugo Chávez ficou internado por mais de dois meses, após ter sido submetido a uma cirurgia para a retirada de um tumor na região pélvica (Foto: Divulgação)

Conforme detalhou Bocaranda, após a decisão, "às 15:05:16 a ajuda respiratória foi eliminada para que (Chávez) morresse em paz às 16:25:05 em seu leito do Hospital Militar".

Antes da publicação no blog do jornalista, o chefe da guarda presidencial havia informado que Chávez morreu por causa de um "ataque fulminante". Além disso, Ornella contou que o presidente havia pedido para que não o deixasse morrer.