Rebelo vê desoneração como forma para setor privado contratar doutores e mestres

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação reuniu-se por cerca de duas horas com a diretoria da Fiesp, Senai, Sesi e Ciesp e ouviu as demandas do empresariado

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23 FEV 201516h59

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, afirmou nesta segunda-feira, 23, que vai trabalhar para "superar todos os obstáculos na inovação" e ampliar a competitividade da indústria. "O Brasil não pode permanecer no 60º lugar em inovação, isso compromete a inovação industrial, a nossa pauta de exportações, as nossas contas externas, o déficit em transações correntes, que foi o maior da história no ano passado por conta da perda de competitividade, principalmente da nossa indústria", afirmou, após encontro com empresários em São Paulo.

Aldo reuniu-se por cerca de duas horas com a diretoria da Fiesp, Senai, Sesi e Ciesp e ouviu as demandas do empresariado, entre elas, o pedido de desoneração para a contratação de doutores e mestres para a área de pesquisa e desenvolvimento. "De fato, nós temos essa deformação no Brasil", reconheceu o ministro. "Nós precisamos fazer um esforço para ampliar a presença de pesquisadores no setor privado. E uma das formas de incentivar é desonerar a contratação desse profissional", afirmou.

Questionado se encontraria espaço dentro do governo para desonerações, em um momento em que a equipe econômica promove ajustes nas contas, o ministro afirmou que "tudo que tenha como objetivo o desenvolvimento você tem que ler como uma possibilidade". "O ajuste não é uma agenda econômica, a agenda econômica é a agenda do desenvolvimento, o ajuste é uma contingência pela qual você tem que passar para buscar o desenvolvimento", completou.

Segundo o ministro, será preciso avaliar dentro da sua pasta a proposta com cautela e os ganhos "que a sociedade e que a produção terão caso a medida seja adotada". "E naturalmente (vamos calcular) o provável impacto que possa ter na arrecadação. Eu acredito que o impacto é muito pequeno e que o resultado é muito promissor", afirmou.

Os empresários que participaram da reunião também fizeram demandas em relação à ampliação da Lei do Bem e uma estabilidade no orçamento da Finep. O ministro, entretanto, minimizou os pedidos e disse que na reunião de hoje "não havia sido inaugurada nenhuma pauta". "Todas as reivindicações já existem. Aqui não foi inaugurada uma pauta, foi uma reunião de trabalho", afirmou.

Aldo Rebelo vê a desoneração como forma para setor privado contratar doutores e mestres (Foto: Agência Brasil)