Rebaixado por Temer, assessor de Dilma pede demissão da Casa Civil

A informação é do governo interino, que tirou o efeito nesta terça-feira (14) de nomeação que havia sido publicada no "Diário Oficial da União" na segunda-feira (13)

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14 JUN 2016Por Folhapress13h00
Giles Azevedo pediu exoneração da subchefia de políticas governamentais da Casa CivilGiles Azevedo pediu exoneração da subchefia de políticas governamentais da Casa CivilFoto: Folhapress

Nomeado para um cargo com menor remuneração, o ex-assessor presidencial Giles Azevedo, integrante do gabinete da presidente afastada Dilma Rousseff, pediu exoneração da subchefia de políticas governamentais da Casa Civil.

A informação é do governo interino, que tirou o efeito nesta terça-feira (14) de nomeação que havia sido publicada no "Diário Oficial da União" na segunda-feira (13).

O braço direito da petista, cujo cargo havia sido extinto no mês passado, havia sido designado para a nova função com o objetivo da administração peemedebista liberar postos com maiores remunerações para nomeações de sua confiança.

Segundo a reportagem apurou, foi a própria equipe da petista que havia negociado com a Casa Civil a realocação de Giles para um novo cargo, evitando que ele ficasse em uma espécie de limbo jurídico com a extinção do antigo posto.

O salário de Giles no governo anterior era de R$ 18.572,45. No novo, ele receberia em média R$ 11.235, valor pago a um funcionário de confiança classificado como DAS-5.

Nas próximas semanas, a Casa Civil pretende realocar os principais integrantes do gabinete pessoal da presidente afastada para postos com menores remunerações.

A medida deve afetar Jorge Rodrigo Messias, o "Bessias", e Sandra Chagas Brandão, o "Google do Planalto".

O foco da mudança são os DAS-6, considerados os mais altos na escala dos cargos de confiança. A ideia é alojar os aliados da petistas em cargos de DAS-5 ou DAS-4, com salários mensais menores.

Em média, um servidor DAS-6 recebe R$ 13.974,20, enquanto um DAS-5 recebe R$ 11.235 e um DAS-4, R$ 8.574,70.

Além das alterações, o governo interino dará um prazo de cerca de um mês para que Dilma devolva ao Palácio do Planalto cargos de confiança nomeados por ela para atuar no Palácio do Alvorada.

O objetivo é reduzir de 35 para 15 o total de funcionários públicos que auxiliam a petista durante o período de afastamento da Presidência da República.

O novo número é previsto em parecer técnico produzido pela Casa Civil sobre os benefícios a que Dilma tem direito até a votação definitiva do processo de impeachment, programada para agosto.

O documento também restringiu o deslocamento da petista por meio de aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira), limitando-o de Brasília a Porto Alegre, onde vivem os familiares dela.