Rampa do Palácio do Planalto apresenta rachadura e deverá passar por reforma

A menos de um ano da posse do sucessor de Michel Temer, uma rachadura se abriu na rampa exterior do Palácio do Planalto, pela qual o presidente eleito atravessa para assumir oficialmente.

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03 MAR 2018Por Folhapress17h29
Além do caráter cerimonioso, a estrutura revestida de mármore também serve como saída de emergência do Palácio do Planalto em casos de incêndio ou tumulto.Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A campanha eleitoral não é o único obstáculo no caminho dos candidatos presidenciais para assumir o comando do país na disputa deste ano. A menos de um ano da posse do sucessor de Michel Temer, uma rachadura se abriu na rampa exterior do Palácio do Planalto, pela qual o presidente eleito atravessa para assumir oficialmente.

A fissura, que danificou o mármore que recobre a estrutura histórica, ocorreu justamente em sua extremidade superior, onde ocorre a cerimônia de passagem da faixa presidencial e onde os Dragões da Independência fazem a vigília da sede administrativa.

A causa do estrago é o desgaste temporal, mas assessores criaram uma versão bem-humorada para explicá-lo: foi o atual presidente que provocou a rachadura para não ter de descer a rampa, ou seja, deixar o cargo em 1º de janeiro de 2019. O emedebista tem negado publicamente que disputará a reeleição, mas, em conversas reservadas, considera a possibilidade caso sua rejeição caia.

Segundo análise preliminar feita pela Secretaria de Governo, a fissura não afetou a estrutura principal da rampa e, portanto, não há chances de desabamento. Ela foi inaugurada em 1960 e passou por uma obra há cerca de dez anos.

Com a rachadura, uma nova reforma foi programada para este mês. Para iniciá-la, os técnicos do Planalto esperam diminuição no volume das chuvas, que costumam arrefecer no final de março.

A subida da rampa do palácio tornou-se parte da cerimônia de posse desde a inauguração da sede do Executivo. A estrutura também é utilizada em visitas oficiais de autoridades estrangeiras, que percorrem o caminho ao som de marchas militares e são recebidas na extremidade superior pelo presidente brasileiro.

Além do caráter cerimonioso, a estrutura revestida de mármore também serve como saída de emergência do Palácio do Planalto em casos de incêndio ou tumulto.

Em maio de 2016, após ter sido afastada temporariamente do cargo, Dilma Rousseff preferiu não sair da sede administrativa pela rampa, passando a mensagem de que não havia desistido do posto.

Fernando Collor, também alvo de impeachment, adotou comportamento semelhante e deixou o Palácio do Planalto por uma saída lateral.

A descida da rampa fora de cerimônia oficial, no entanto, não é considerada uma quebra de protocolo. Antecessores de Temer já fizeram o trajeto para cumprimentar manifestantes e eleitores.