Presidente do Senado afirma que apoiou procurador-geral no cargo

Renan Calheiros reiterou que "não tomou nenhuma iniciativa ou fez gestões para dificultar ou obstruir as investigações da operação Lava Jato"

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28 MAI 2016Por Folhapress12h00
Calheiros disse que apoiou procurador-geral no cargoCalheiros disse que apoiou procurador-geral no cargoFoto: Agência Brasil

A assessoria de Renan Calheiros contestou a versão que aparece na gravação e disse que o presidente do Senado apoiou a recondução de Rodrigo Janot ao cargo de procurador-geral.

O presidente do Senado reiterou que "não tomou nenhuma iniciativa ou fez gestões para dificultar ou obstruir as investigações da operação Lava Jato, até porque elas são intocáveis e, por essa razão, não adianta o desespero de nenhum delator".

A nota não tratou das perguntas da reportagem sobre os comentários de Renan acerca do ex-presidente Lula.

O ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli rebateu a ideia de que a Sete Brasil tenha sido um erro.

O então presidente Lula, segundo Gabrielli, participou das conversas na época "do ponto de vista da defesa do conteúdo nacional".

Em nota, o advogado Eduardo Ferrão afirmou que "em nenhum momento" foi " procurado por quem quer que seja para tratar do assunto ali mencionado. E mesmo que o fosse, rejeitaria veementemente solicitação de tal natureza", ou seja, procurar o ministro do STF Teori Zavascki para defender a posição de Sérgio Machado.

Em nota nesta quinta (26), a assessoria de Dilma Rousseff negou irregularidades em pagamentos ao publicitário João Santana e afirmou que "as tentativas de envolver" o nome da presidente afastada "em situações das quais ela nunca participou ou teve qualquer responsabilidade são escusas e direcionadas. E só se explicam em razão de interesses inconfessáveis".

Procurado, o Instituto Lula afirmou: "Nenhum homem público brasileiro foi tão investigado quanto Lula em 40 anos de vida pública, sem que nada fosse encontrado contra ele. E nenhum outro foi tão caluniado quanto Lula, por todos os meios, até mesmo por essa abjeta autogravação, feita sob encomenda para difamar. No Estado de Direito, quem tem de explicar o que disse é o caluniador, não o ofendido. Portanto, é a Sérgio Machado que a Folha deve pedir esclarecimentos".

Os advogados de Machado não foram localizados. Eles têm dito que não comentarão porque a delação está sob segredo de Justiça.