Prefeito de Itanhaém vai fazer ‘raio x’ da Saúde

Marco Aurélio deu 90 dias ao secretário para entrega de relatório.

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22 JAN 201317h56

O prefeito de Itanhaém, Marco Aurélio Gomes (PSDB) enumerou uma série de ações voltadas para a saúde, incluindo a contratação de 67 médicos por meio de processo seletivo. 

Na primeira reunião semestral com a equipe da Secretaria da Saúde, realizada na última semana, o prefeito discutiu projetos, ações e medidas para ampliar e melhorar a estrutura do setor.

Entre as ações, Marco Aurélio visitará com frequência as unidades de saúde, como fez no último dia 15, quando visitou o Pronto Socorro Municipal para conferir a agilidade do atendimento nestas férias de verão.

A medida prioritária do prefeito é ampliar o quadro de médicos. Para isso, o Governo iniciou o processo seletivo para contratar 67 profissionais. Todas as informações sobre o processo seletivo foram publicadas na página ‘Empregos’ da edição desta segunda-feira (21) do DL.

Unidades de saúde - Prefeito fará ainda visitas periódicas. (Foto: Matheus Tagé/ DL)

Segundo dados da Saúde, o Município conta com 108 médicos, superando a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), de um médico para cada grupo de 1 mil habitantes. Pelo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), anunciado em 2011, Itanhaém possui 89.332 habitantes. Até 2015, o Município deverá ter o dobro de médicos do que recomenda a OMS.

Para subsidiar as metas e objetivos, Marco Aurélio solicitou ao secretário municipal de Saúde, Francisco Garzon, um relatório amplo da estrutura da saúde em 90 dias. “É como se fosse um raio-x do setor, com todos os dados e as condições em que se encontra a rede”, explicou o prefeito. “Com os dados em mão, vamos arregaçar as mangas, nos debruçar sobre esse relatório e iniciar o processo que vai melhorar a saúde no Município. Vai levar um certo tempo, creio que dois anos. Mas vai dar resultado, disso não tenho a menor dúvida”.

Ao mesmo tempo, o prefeito e o secretário definiram a implantação de um serviço de avaliação pública dos serviços. Serão realizadas pesquisas rotineiras na porta do Pronto Socorro e nos postos de saúde, atualmente denominadas Unidades de Saúde da Família (USF). “São informações essenciais para corrigir eventuais falhas e melhorar o atendimento”, ressaltou Marco.

Outra meta da Administração Municipal é a implantação do Pronto Socorro Infantil. O prefeito pretende ainda se reunir com os prefeitos de Mongaguá e Peruíbe com o objetivo de iniciar um processo que culmine — num futuro próximo — na uniformização da estrutura da saúde. “Vamos buscar uma estrutura similar, com a saúde funcionando nos mesmos moldes nas três cidades, prontos socorros com atendimento adequado e uma rede integrada de informações”.

Marco Aurélio justificou o seu objetivo. “Quando o pronto socorro de uma cidade fecha por alguma razão, provoca uma sobrecarga no atendimento das cidades vizinhas. A tendência é que, havendo atendimento e estrutura adequada aqui na nossa região, naturalmente desafogue a saúde de Santos”. Para isso, numa terceira etapa, a discussão vai subir a serra, chegando ao Palácio dos Bandeirantes.