Polo Industrial: Marcia Rosa e Câmara se unem por cubatenses

Projeto deve ser apresentado na próxima terça-feira

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14 MAR 201504h00

Com gritos de “Queremos empregos”, desempregados do polo industrial de Cubatão protestaram contra a vinda de trabalhadores de outras regiões para empresas locais. Na última quinta-feira, no auditório da Câmara, os manifestantes foram recebidos pelo chefe da Casa de Leis, Aguinaldo Araújo (PDT) e uma comissão de vereadores. Os parlamentares se comprometeram em aprovar projetos que destinem postos de trabalho preferencialmente aos moradores da Cidade.

À tarde, na sede do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Cubatão, a prefeita Marcia Rosa, o secretário de Emprego Benincasa; e os vereadores Ademário da Silva (PSDB), Dinho Heliodoro (SDD), Fábio Roxinho (PMDB), Ivan Hildebrando (PDT), Jair Ferreira (PT), o Jair do Bar, Ricardo Queixão (PMDB), e Severino Tarcício (PSB), o Doda, se reuniram com uma comissão de manifestantes, os sindicalistas e os representantes das empreiteiras.

Aguinaldo Araújo disse que a migração de mão de obra de outros estados para Cubatão é histórica. O presidente da Câmara afirma que esses trabalhadores acabam se fixando na Cidade, o que acaba gerando sobrecarga nos serviços públicos, como escolas e prontossocorros.

Ademário criticou a situação do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) da Cidade, que, segundo o vereador, não apresenta as mínimas condições para atender aos desempregados. “A Prefeitura deve fazer a lição de casa e modernizar a gestão do PAT, utilizando sistemas mais inteligentes”.

Segundo Macaé Marcos Braz de Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Santos (Sintracomos), as empreiteiras contratadas pelas fábricas de Cubatão preferem os trabalhadores de fora para evitar eventuais processos na Justiça do Trabalho por desrespeito a direitos coletivos e individuais.

Presidente da Câmara e prefeita se reuniram com sindicalistas e trabalhadores da Cidade (Foto: Divulgação)

A prefeita disse que a Administração irá realizar uma força tarefa para fiscalizar a situação dos alojamentos na Cidade. Ela criticou o fato de os empregadores alugarem imóveis como residenciais, sendo que na verdade a finalidade é abrigar trabalhadores de fora.

Marcia Rosa também cobrou o cumprimento do Pacto pelo Emprego, um acordo de contratação selado pelos empresários para a contratação de trabalhadores de Cubatão. Já Valdir Caobianco, presidente do Ciesp, disse que é preciso ter mais transparência por parte das empresas no processo de seleção.

Ao final da reunião, representantes de algumas indústrias e empreiteiras da Cidade disponibilizaram 105 vagas para a contratação imediata de profissionais locais. Outra demanda levantada é a geração de postos de trabalho para as mulheres e a necessidade de infraestrutura para recebê-las nas empresas.

Ações

Na próxima sessão, na terça-feira próxima, dia 17, o vereador Ricardo Queixão (PMDB) deve apresentar um projeto de lei que autoriza o Executivo a dispor sobre a obrigatoriedade das empresas prestadoras do Polo Industrial a contratar preferencialmente mão-de-obra cubatense e feminina.

“Não é possível que a Cidade, onde está instalado um Polo Industrial deste porte, não conseguir oferecer emprego aos seus munícipes. Chega de vir gente de fora para ganhar o dinheiro que é do cubatense e a indústria também tem que dar oportunidade às mulheres sem preconceito”, comenta o vereador. J

á na próxima quarta, dia 18, será realizada uma reunião para avaliar as negociações que sindicalistas e autoridades municipais farão com as empresas nos próximos dias. O Ciesp também ira realizar um encontro na próxima quinta, dia 19, às 10 horas, na sede da entidade, para o acompanhamento de todo o processo de seleção e oferta de novas vagas.