Políticos e entidades lamentam morte de Bruno Covas

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que "Bruno Covas era a esperança"

Comentar
Compartilhar
16 MAI 2021Por Folhapress14h22
Políticos, autoridades e entidades de todo o país manifestaram pesar pela morte do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, 41.Políticos, autoridades e entidades de todo o país manifestaram pesar pela morte do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, 41.Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Políticos, autoridades e entidades de todo o país manifestaram pesar pela morte do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, 41, confirmada neste domingo (16) em decorrência de um câncer.

Considerado moderado, grupos de diferentes espectros políticos lamentaram a perda do prefeito, de tucanos a petistas.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que "Bruno Covas era a esperança". "Bruno Covas era sensível, sereno, correto, racional, pragmático e ponderado. Voz sensata, sorriso largo e bom coração. Bruno Covas era esperança. E a esperança não morre: ela segue, com fé, nas lições que ele nos ofereceu em sua vida", disse.

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) se manifestou nas redes sociais: "Lamento a morte do prefeito Bruno Covas, aos 41 anos de idade. O Brasil perdeu um dos seus promissores líderes políticos. Quero manifestar meus sentimentos ao filho Tomás e a toda família Covas, além dos militantes e dirigentes do PSDB."

O ex-prefeito Fernando Haddad também publicou mensagem em rede social. "Meus sentimentos à família Covas pela perda precoce", disse.

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, afirmou que o partido "perdeu uma de suas mais promissoras e brilhantes lideranças".

"Jovem, mas com a bela história de alguém que muito construiu e muito ensinou. Deixa conosco o exemplo do trabalho pelo bem comum, do esforço para transformar e melhorar, da defesa inequívoca da democracia, da liberdade e do respeito. Deixa também a certeza de que 'é possível fazer política sem ódio, fazer política falando a verdade'."

Araújo ressaltou que o prefeito "jamais se omitiu, deixou-se abater ou desistiu diante das dificuldades", e o comparou ao avô, Mario Covas, ex-governador de São Paulo. "Também como o avô, nos fará uma enorme falta."

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente Jair Bolsonaro, afirmou que Covas serve de inspiração. "Sua postura à frente da maior cidade do Brasil, com dedicação absoluta até o último minuto que pôde, serve de inspiração a todos na vida pública. Que Deus o tenha e conforte a família."

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, ressaltou que Covas em "hora nenhuma declinou de sua liderança." "No início da pandemia, diante de tantas dúvidas em relação ao vírus, a postura e o compromisso público de Bruno Covas impressionaram. Em tratamento contra o câncer, jamais se retirou do combate", completou.

O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (DEM), afirmou que "a partida precoce de Bruno representa uma lacuna irreparável para São Paulo e para todo o Brasil."

"Mais do que o prefeito, o homem público preocupado e apaixonado por seu trabalho, Bruno sempre se mostrou um ser humano sensível e muito honrado. Construímos uma relação de respeito mútuo, companheirismo e lealdade, por isso choro a perda deste verdadeiro amigo", disse.

Leite afirmou que o prefeito "deixa para todos nós um legado de dedicação à vida pública e ao bem comum. Nos deixa também um exemplo de muita força de vontade e coragem demonstradas nos últimos meses em sua luta pela vida".