Polícia bloqueia acesso à casa de Temer em SP para evitar protesto

Um ato organizado pela Frente Povo Sem Medo, previsto para sair do Largo da Batata às 14h, deveria seguir até a residência do presidente em exercício

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22 MAI 2016Por Folhapress14h15
Polícia bloqueia acesso à casa de Temer em SP para evitar protestoPolícia bloqueia acesso à casa de Temer em SP para evitar protestoFoto: Agência Brasil

A Polícia Militar fechou neste domingo (22) todos os acessos à casa do presidente em exercício, Michel Temer, em alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.

O bloqueio foi para evitar a chegada de manifestantes no local. Um ato organizado pela Frente Povo Sem Medo, previsto para sair do Largo da Batata às 14h, deveria seguir até a residência do presidente em exercício.

De acordo com a PM, os bloqueios criaram uma área de segurança nacional. Cada uma das quatro barreiras está localizada a cerca de 300 metros da casa de Temer. O local virou ponto de vários atos contra o presidente interino nas últimas semanas.

Protestos contra o governo do presidente interino também deram o tom à Virada Cultural, realizada neste fim de semana em São Paulo.

O público reunido na praça Júlio Prestes para um show do Ney Matogrosso neste sábado (21) puxou um sonoro coro de "Fora, Temer". Durante entrada ao vivo de repórter da Globo no "SPTV", parte do público da Virada Cultural levantou cartazes com "Temer jamais!"

A apresentação da Parada Antropofágica, comandada pelo diretor do Teatro Oficina, Zé Celso, também não escapou, e viu frases contra o governo Temer e a imprensa -"Jamais Temer!" e "Mídia omite, o povo grita- serem projetadas nos prédios em torno do trio elétrico dos blocos Tarado Ni Você e Pau Brasil.

SÉRIE DE ATOS

Somente na última semana, Temer foi alvo de três manifestações contrárias ao seu governo em São Paulo.

No primeiro ato, no domingo passado (15), os manifestantes saíram da avenida Paulista, no centro de São Paulo, desceram a Consolação até a praça Roosevelt, na região central, e depois retornaram à Paulista. Na volta, entraram em confronto com pessoas acampadas em frente à Fiesp, favoráveis ao impeachment. Havia cerca de 10 mil pessoas no local, segundo os organizadores. A Polícia Militar não fez projeções.

Na terça (17), o segundo protesto ocorreu sem transtornos. Os manifestantes caminharam até a Funarte, ocupada por artistas que protestam contra o fechamento do Ministério da Cultura. O público foi de 8.000 pessoas de acordo com a organização. A PM também não divulgou estimativas.

O mais recente, na sexta-feira (20), levou manifestantes a bloquearem o trânsito da avenida Paulista. Mil pessoas compareceram, de acordo com os organizadores. A PM não divulgou estimativa. O protesto foi convocado por movimentos sociais de esquerda e entidades organizadas, como a UJS (União da Juventude Socialista), a UBM (União Brasileira de Mulheres) e Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas).