Pezão diz não saber se há acusação contra ele na lista de Janot

Em nova etapa da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de investigação de 54 pessoas

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06 MAR 201515h55

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse na manhã desta sexta-feira, 06, que não tem nenhuma informação sobre a inclusão de seu nome na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a ser enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em nova etapa da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de investigação de 54 pessoas, entre elas 45 parlamentares. Espera-se que, nos próximos dias, faça pedido semelhante ao STJ, instância de investigação de governadores. O governador fluminense seria um deles. "Não fui informado de nada. Como vou me defender?", desabafou.

Pezão afirmou que não contratará advogado enquanto não for informado sobre a investigação. "Não sei se há acusação. Se houver, não sei do que sou acusado. Quem acusa tem que ter provas. Não tenho nenhum envolvimento com isso, não sei que provas pode haver", disse. O governador se disse "muito tranquilo" em relação ao caso.

    Pezão disse que não tem nenhuma informação sobre a inclusão de seu nome na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot (Foto: Divulgação)

O peemedebista repetiu que teve reuniões com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que detalhou o esquema de corrupção em delação premiada. Segundo Pezão, todos os encontros trataram de investimentos da Petrobras no Rio de Janeiro. Até abril do ano passado, quando assumiu o governo no lugar de Sérgio Cabral (PMDB), Pezão era o coordenador de Infraestrutura do Estado.

"Tivemos várias reuniões com secretários, técnicos. Nunca falei de outro assunto com Paulo Roberto Costa que não fossem os projetos para o Rio. Nunca fiz nenhum pedido para a campanha, nunca pedi que ele falasse com empresas", reiterou o governador. O governador repetiu estar à disposição do STF, do STJ e da Justiça do Paraná, onde as investigações da Operação Lava Jato começaram, para prestar esclarecimento.