Pastor Everaldo fala sobre planos de governo

Em visita ao Diário do Litoral, candidato à Presidência da República fala que quer o fim do “Ministério da Enrolação Institucional”

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08 JUL 201410h22

Com cerca de 4% das intenções de voto, segundo pesquisa recente Datafolha, o candidato à Presidência da República pelo Partido Social Cristão (PSC), Everaldo Dias Pereira, o Pastor Everaldo, afirmou ontem, em rápida visita a Santos, que seu projeto de governo se baseia em sete pontos fundamentais: privatização; redução de impostos; desburocratização do Estado; reforma administrativa; melhorias na educação; saúde e segurança públicas.

Sem se preocupar com polêmicas e com a certeza que vai disputar o segundo turno, mesmo sabendo que a diferença é grande dos três primeiros colocados na pesquisa - a presidenta Dilma Rousseff (38%), o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (16%) e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (10%) - Pastor Everaldo garante que a população quer mudanças e fez questão de enfatizar que, caso assuma a Planalto, vai ampliar as privatizações, tirando  tudo o que for preciso das mãos do Estado.

“Vou inverter a lógica do governo. O Estado se serve do cidadão, suga o suor e o sangue. Temos uma carga tributária de país de primeiro mundo com serviços de submundo. Neste sentido, vamos reduzir 1/20 avos de impostos por ano. Além disso, passaremos para a iniciativa privada tudo o que for possível. O aparelhamento da máquina nunca visou o interesse público, mas sim o interesse do partido que está no poder (PT)”, acredita.

 Pastor Everaldo tem 4% das intenções de voto e acha que vai disputar o 2º turno (Foto: Luiz Torres/DL)

Sem pestanejar, o postulante afirma que vai promover uma ampla reforma administrativa para atender a população e não os partidos. “Vamos cortar pela metade o número de ministérios, passando de 40 para 20. Vou acabar com o Ministério da “Enrolação” Institucional, da Aviação Civil e Secretaria Geral, entre outros. E melhorar o salário do servidor público”, afirma, mesmo sugerindo a criação do Ministério da Segurança, que visará a integração das informações e aparelhamento das polícias Civil, Militar e Federal.

Para não fugir ao tema, o candidato ressaltou que mesmo torcendo pelo Brasil, os gastos públicos com a Copa do Mundo foram absurdos. “Em 94, a Copa do Mundo nos Estados Unidos exigiu 98% de investimentos privados e apenas 2% de investimentos públicos. Aqui, foi ao contrário. Precisamos vencer essa copa e ganhar, futuramente, a Copa de Mobilidade Urbana, a Copa da Saúde, da Educação e da Segurança Pública”, disse.

Sobre o apoio do polêmico deputado federal Marcos Feliciano, o Pastor Everaldo afirma: “Ele é ficha limpa, foi indicado pela bancada, presidiu a Comissão de Direitos Humanos e cumpriu seu dever. Meu governo vai respeitar todas as pessoas, sem segregar ninguém. O Estado é laico e vamos respeitar todos os brasileiros. Meu partido tem princípios cristãos”, finaliza.