Partido Pátria Livre quer espaço regional

Miguel Manso, dirigente do PPL, está confiante no crescimento na região. O partido terá como uma de suas bandeiras a renegociação imediata das dívidas dos estados e municípios

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08 ABR 201410h41

Em visita à redação do Diário do Litoral (DL), o presidente do diretório estadual do Partido Pátria Livre (PPL), Miguel Manso, acompanhado de outros dirigentes da sigla, afirma que a agremiação vem mantendo um trabalho intenso de preparação para as próximas eleições de outubro. “O PPL está bem estruturado na Baixada Santista e estamos percorrendo as cidades reforçando todas as nossas lideranças. Essa será a nossa primeira eleição nacional e agora, com mais tempo, acreditamos que faremos uma boa votação”, disse Manso.

O dirigente aproveitou a visita para lembrar que o partido acabou em evidência na região após um caso dramático: o assassinato do ex-secretário de Governo de Guarujá, Ricardo Joaquim. “Nossa luta é para que esse episódio não seja esquecido e que a justiça seja feita, apesar de todos os mandantes e os assassinos estarem em liberdade. Uma barbaridade, pois foi um crime de pistolagem, de grilagem urbana. Uma tentativa de valorizar uma área de Guarujá por meios escusos”.

Segundo Manso, o esquema que envolveu a morte de Ricardo Joaquim tinha a lavagem de dinheiro da corrupção política como uma de suas principais atividades. “Uma quadrilha bem articulada dentro do Estado e, particularmente, na região da Baixada. Temos informações que as polícias civil e federal estão com investigações adiantadas sobre o desdobramento do caso, com o envolvimento de mais pessoas”.

Sobre a relação do PPL com o governo da prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, Manso disse que ela continua saudável, inclusive com a participação de um membro do partido, Guilherme Cruz, como diretor de Governo, e a própria esposa de Ricardo Joaquim, que trabalha na área social do município.

Principal dirigente do partido esteve no DL (Foto: Matheus Tagé/DL)

Sobre a queda de braço entre o Governo e a Câmara de Vereadores, principalmente no que diz respeito ao término da isenção do Iate Clube, Manso disse que o PPL é contra a isenção, ou seja, acompanha a decisão dos vereadores. “Nem tudo que a prefeita faz nós estamos de acordo. Ela tem as posições dela e nós as nossas. Não defendemos que é correto manter a isenção para essas estruturas (Iate), embora compreendamos a posição da prefeita, que acredita que se tirar a isenção vai ocorrer perda de empregos e espaço na economia. Se ele retirar o subsídio, o custo será repassado para os sócios que, por sua vez, podem procurar outras marinas”, acredita Manso, dando alguns exemplos e salientando a falta de receita dos municípios.

Manso disse inclusive que o PPL terá como uma de suas bandeiras a renegociação imediata das dívidas dos estados e municípios com o Governo Federal. “Outra luta será com respeito à reposição imediata das perdas dos municípios ocasionadas pelas desonerações da política econômica brasileira. E, por fim, a questão dos precatórios, cujo percentual passou de 1,5 para 2,5%, causando sequestros significativos e inviabilizando os municípios”, finaliza.