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Política

Para Doria, Bolsonaro é quem dará o 'tom de um país pacificado'

O ex-prefeito também criticou o oponente Márcio França (PSB), a quem havia tentado vincular a responsabilidade pela divulgação do vídeo polêmico. "Foram quase 30 dias de massacre."

Estadão Conteúdo

Publicado em 27/10/2018 às 15:39

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Doria participando de ato de campanha na Avenida Paulista, em SP. / Facebook/João Doria.

Em entrevista à rádio Jovem Pan na manhã deste sábado, 27, o candidato ao governo de São Paulo João Doria (PSDB) citou diversas vezes o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). "Nós vamos apoiar o governo de Bolsonaro para garantir a estabilidade política no País. Será ele (Bolsonaro) que dará o tom de um país pacificado".

O presidenciável foi mencionado inclusive em sua resposta sobre vídeo que circulou em redes sociais supostamente com o candidato paulista envolvido numa orgia sexual. "Não é possível que o Brasil tenha consolidado a democracia para viver esse tipo de eleição (...) Bolsonaro também foi vítima de fake news". 

O ex-prefeito também criticou o oponente Márcio França (PSB), a quem havia tentado vincular a responsabilidade pela divulgação do vídeo polêmico. "Foram quase 30 dias de massacre." 

Mais à frente na entrevista, questionado sobre como se daria o relacionamento com França, que é o atual governador, respondeu que buscará o diálogo. "Tenho grandeza, tenho altivez. Não faço política pelo ódio, o diálogo se manterá."

Entretanto, em diversas ocasiões, Doria reclamou do fato de França não ter abandonado o governo para sair em campanha. "Temos de rever a legislação eleitoral. Não é possível que um vice possa fazer campanha no exercício de seu mandato. Não é justo. Eu saí", disse, referindo-se à transmissão da prefeitura a Bruno Covas (PSDB) para se lançar ao governo do Estado.

Neste sábado, o adversário está na inauguração da estação de metrô Morumbi, da linha Amarela. "Ele não poderia estar fazendo essa inauguração pela lei eleitoral", afirmou, frisando que a obra é da gestão Geraldo Alckmin. 

O candidato defendeu o modelo de Parcerias Público Privadas (PPPs) para metrô, e disse que cada nova estação terá uma creche no local para atender 150 crianças, além de galerias comerciais ou shoppings e também opção de moradia popular na parte superior do terminal intermodal.

De modo amplo, defendeu privatizações, e usou a oportunidade para alfinetar França e partidos socialistas. "Os invasores serão tratados como criminosos. Já tratei disso com o agronegócio."

Doria citou a política do governo PT para energia elétrica, que rompeu o marco jurídico na gestão de Dilma Rousseff. "Não podemos quebrar contratos. Vamos trazer grandes investidores a São Paulo. Confio muito no Paulo Guedes, a quem conheço há mais de 20 anos, espero poder fazermos isso juntos."

Ainda sobre o economista que está sendo cotado por Bolsonaro como eventual ministro da Fazenda Guedes, o candidato ao governo paulista contou que conversou com ele sobre a descentralização da gestão de recursos. "Guedes me disse claramente que fará o pacto federativo", explicando ao ouvinte sobre a forma de destinação das verbas para os governos estaduais.

Doria encerrou a entrevista pedindo votos também a Bolsonaro, embora não seja esta a postura oficial do PSDB, como notou anteriormente o historiador Marco Antonio Villa, a quem o candidato ironizou dizendo saber que ele não votaria no PT. "Deus me livre ter o PT de novo, com um fantoche como Fernando Haddad, a quem tive o prazer de derrotar em São Paulo. Chega de petistas e vigaristas."

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