Papa discute cessão de área com Farid para CDP

Esgotadas todas as alternativas em Santos, prefeito pretende desapropriar uma área em Guarujá

Comentar
Compartilhar
03 MAR 201318h27

O prefeito João Paulo Tavares Papa, anunciou, na manhã de ontem, em entrevista coletiva, em seu gabinete, que estuda juntamente com o prefeito de Guarujá Farid Said Madi, a desapropriação conjunta de uma área, na Ilha de Santo Amaro, para a construção de um Centro de Detenção Provisória (CDP). A declaração foi dada em resposta ao delegado seccional de Santos, Elpídio Ferrarezi, que solicitou a cessão de uma área com urgência para a construção de um “complexo prisional”, para aliviar a superlotação nos CDPs de São Vicente e Praia Grande. O prefeito convocou a imprensa para falar sobre a redução da criminalidade na Cidade.

Ferrarezi sugeriu que o complexo poderia abranger CDPs masculino e feminino e até uma unidade da Fundação Casa, para menores infratores. “Precisamos da solução para ontem. Há dois mil presos nos CDPs da Região. A inclusão automática agravou a superlotação nos CDPs e o Estado já tem a verba, só falta mesmo a cessão do terreno. Com a área cedida, a construção do complexo não levaria mais de seis meses”, afirmou Ferrarezi, que também defende uma ação metropolitana entre os municípios da Baixada Santista para equacionar o problema da superlotação carcerária nos CDPs que abrigam ainda presos oriundos de Santos, Guarujá e Bertioga.

Durante a coletiva, para a divulgação das estatísticas da redução da criminalidade, em Santos, Papa explicou que buscou sete alternativas para a instalação de um CDP na Área Continental de Santos, mas sem sucesso.

“85% da Área Continental está dentro do Parque Estadual da Serra do Mar — área de preservação ambiental — e o restante é área de mangue e restinga, também sob proteção de leis federais. Então decidi procurar o Farid para uma desapropriação conjunta de uma área, em Guarujá”, afirmou o prefeito. Sobre a criminalidade, Papa anunciou que o índice caiu na Cidade de Santos no primeiro semestre deste ano, comparado ao mesmo período do ano passado, com base nas estatísticas trimestrais levantadas pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

De acordo com o prefeito, apesar de o índice de furtos de veículos ter crescido, o número de homicídios caiu 16%. Analisando os dados, Papa atribui a queda na criminalidade, ao trabalho integrado entre as polícias Civil e Militar, Guarda Municipal e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). “A integração tem trazido excelentes resultados para a segurança.

Papa salientou também que o efetivo da Guarda Municipal está sendo preparado para dar retaguarda à Polícia Militar. “A Guarda será uma força auxiliar da PM”. Participaram da coletiva o secretário municipal de Segurança Pública, Renato Perrenoud; o delegado seccional de Santos, Elpídio Ferrarezi, o comandante do CPMI-6 Orlando Eduardo Geraldi; o comandante do 6º BPMI, coronel Sérgio Del Bel Junior e o presidente da CET-Santos, Rogério Crantschaninov.

Flanelinhas

Para reforçar a segurança, o prefeito Papa anunciou também que, em 30 dias, apresentará a proposta de regulamentação da profissão de guardador de carro, o chamado ‘flanelinha’. A partir da regulamentação a Polícia Militar poderá coibir abusos, até com aplicação de pena contra contraventor por exercício ilegal da profissão. “Atualmente existem cerca de 200 flanelinhas atuando na Cidade. Em breve, só poderão atuar os guardadores que forem cadastrados pela Prefeitura”, disse Perrenoud.