Obama deve anunciar força-tarefa para reduzir violência

Depois do massacre em Newton, presidente dos Estados Unidos pretende coibir a violência com o uso de armas de fogo no país.

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19 DEZ 201217h05

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve anunciar nesta quarta-feira (19) a criação de uma força-tarefa para combater a violência no país relacionada ao uso de armas de fogo. A iniciativa ocorre depois do massacre, em Newtown, no estado de Connecticut, quando o jovem Adam Lanza, de 20 anos, atirou contra crianças e funcionários de uma escola infantil e provocou 26 mortes. O crime ocorreu no dia 14 e gerou comoção nacional e internacional.

A ação será coordenada pelo vice-presidente da República, Joe Biden, e tem como meta o desenvolvimento de uma estratégia que leve à redução dos crimes relacionados ao uso de armas de fogo. Em comunicado, a Casa Branca informou que o grupo terá o apoio de Obama nos esforços para a elaboração de uma legislação que regule o acesso da população às armas, reduzindo as causas da violência. Outra ideia é que o governo passe a examinar o conteúdo dos filmes e jogos eletrônicos para verificar se há estímulo à violência.

No comunicado, Obama se disse favorável à proibição da posse de rifles (automáticos) e defende a restrição à concessão de porte de arma. (Foto: Divulgação)

No comunicado, Obama se disse favorável à proibição da posse de rifles (automáticos) e defende a restrição à concessão de porte de arma, além da definição de um estatuto que limite a compra e verifique os antecedentes dos que pleiteiam a autorização (para o uso de armas).

A força-tarefa será integrada por membros do Executivo e do Legislativo, além de profissionais da área de saúde mental e legislação, assim como da sociedade civil.

O crime na cidade de Newtown  trouxe à tona o debate sobre as normas e a questão do porte de armas de fogo nos Estados Unidos. A estimativa é que existam mais de 310 milhões de armas nas mãos da população.  No caso das vítimas de Newtown, a maior parte era crianças com menos de 10 anos. O suposto assassino também matou a mãe enquanto ela dormia.