Obama assume responsabilidade por morte de dois reféns em operação no Paquistão

"É uma verdade cruel e amarga que na névoa da guerra, em geral, e na nossa luta contra terroristas, em particular, erros, às vezes erros fatais, podem ocorrer", declarou o presidente

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23 ABR 201513h38

O presidente Barack Obama reconheceu na manhã desta quinta-feira que uma operação da CIA no Paquistão em janeiro provocou a morte de um refém americano e outro italiano que estavam em poder da Al Qaeda.

"É uma verdade cruel e amarga que na névoa da guerra, em geral, e na nossa luta contra terroristas, em particular, erros, às vezes erros fatais, podem ocorrer", declarou Obama na Casa Branca, ressaltando que assume "total responsabilidade" pelo episódio.

O americano Warren Weinstein estava em poder da Al Qaeda desde 2011. O italiano Giovanni Lo Porto havia sido sequestrado no ano seguinte. "Análise de todas as informações disponíveis levou a comunidade de inteligência a concluir com alto grau de confiança que a operação matou os dois reféns de maneira acidental", disse nota da Casa Branca.

Barack Obama reconheceu que uma operação da CIA no Paquistão em janeiro provocou a morte de um refém americano e outro italiano que estavam em poder da Al Qaeda (Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP)

Obama determinou a desclassificação dos dados relativos à investigação, que até agora era secreta. Apesar de sustentar que a operação foi "legal e conduzida nos termos das práticas antiterroristas", a Casa Branca também ordenou uma revisão independente dos fatos, com o objetivo de prevenir sua repetição no futuro.

A ação foi realizada com drones e seu alvo era uma base da Al Qaeda. Além dos reféns, os mísseis mataram um americano que integrava a liderança do grupo islâmico, Ahmed Farouq. Outra operação provocou a morte de Adam Gadahn, um americano que se converteu ao islamismo quando tinha 17 anos e se tornou um dos porta-vozes e conselheiros de comunicação da Al Qaeda.