X
Política

Meirelles: Não há menor possibilidade de se fazer imposto para segurança

O Ministério da Fazenda e o governo não estudam esse tipo de tributo, nenhuma proposta chegou à Receita Federal

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou nesta quinta-feira, 22, qualquer intenção do governo em criar um novo imposto para financiar a segurança pública / Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou nesta quinta-feira, 22, qualquer intenção do governo em criar um novo imposto para financiar a segurança pública. "Não há a menor possibilidade de se fazer imposto para segurança. O Ministério da Fazenda e o governo não estudam esse tipo de tributo, nenhuma proposta chegou à Receita Federal. Evidentemente, aumentos de impostos são decididos pelo Congresso Nacional, não está nos planos do governo qualquer elevação de imposto neste ano", enfatizou, em entrevista à Rádio Itatiaia (MG). 

Meirelles avaliou que a intervenção federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro é uma medida "necessária e fundamental". Ele considerou a intervenção como um primeiro passo, já que o Brasil inteiro precisaria de um programa de reestruturação na segurança. "Acredito que o presidente Michel Temer agiu no melhor interesse público (ao decretar a intervenção). Reformas não são populares, mas medidas como essa têm apoio da população", acrescentou. 

Ainda assim, Meirelles, admitiu que a não aprovação da Reforma da Previdência em 2018 - em decorrência justamente da intervenção - impede a redução de despesas com as aposentadorias em 2019. Segundo o ministro, isso obrigará a um corte de despesas de outras áreas no Orçamento do próximo ano, conforme adiantou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. "O teto de gastos estabelece um limite para crescimento das despesas a cada ano. Por isso, a ausência de economia com a Reforma da Previdência terá que ser acomodada", confirmo o ministro. 

Meirelles repetiu ainda que, ao contrário do que foi estudado inicialmente, o governo não irá suspender a intervenção do Rio para votar a reforma previdenciária, pois isso poderia levantar questionamentos jurídicos. "É muito importante que a Previdência seja aprovada tão logo acabe a intervenção. Esperamos que a reforma seja votada neste ou no próximo governo. Acredito que a intervenção pode acabar a tempo de votar a Previdência neste ano", completou.

Meirelles lembrou que o Orçamento de 2018 é duro porque os gastos com a Previdência cresceram muito nos últimos anos, mas reafirmou o compromisso do governo em cumprir o Teto de Gastos e a meta fiscal de 2018. "Esperamos que os projetos que estão no Congresso sejam aprovados, pois são parte do esforço fiscal", alertou. 

Durante a entrevista, ele disse ainda ser difícil mensurar o impacto do crescimento econômico na arrecadação do próximo ano. O governo tem até agosto para enviar ao Congresso a proposta de orçamento de 2019.

Deixe a sua opinião

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Saúde

Itanhaém abre agendamento para todas as crianças de 9 a 11 anos

As imunizações iniciam já neste sábado (22), no Posto Volante de Vacinação (Secretaria de Turismo), na Rua Aécio Menucci, 281, Centro

Polícia

Suspeito de participação no assassinato de policial militar de Praia Grande é preso

Uma equipe de Patrulhamento de Ações Especiais da PM recebeu a informação de que um carro da marca Volvo, flagrado na cena do crime, estava circulando por Santo André com destino a cidade de Ribeirão Pires

©2021 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software