Médicos do Senado poderiam ser melhor aproveitados, diz Padilha

Padilha visitou o presidente da Casa que havia defendido entre as propostas para cortar despesas o fim do atendimento ambulatorial no Senado

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26 FEV 201317h32

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (26) que os médicos do Senado poderiam ser melhor aproveitados pelo conjunto da sociedade. Padilha visitou o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), que havia defendido entre as propostas para cortar despesas o fim do atendimento ambulatorial no Senado, deixando apenas o serviço emergencial. O ministro sugeriu a realização de um convênio com o governo do Distrito Federal para alocar os profissionais de saúde de variadas especialidades na rede pública local.

"Isso é um gesto importante do Senado brasileiro, não só de corte de gastos, mas de pegar essa estrutura que tem, colocar à disposição do conjunto da população brasileira, especialmente aqui no GDF", afirmou. Ele destacou que pretende conversar com o governo do Distrito Federal para tentar identificar "rapidamente" em quais hospitais os profissionais do Senado poderiam ser alocados.

Padilha disse também ter discutido com Renan uma pauta de propostas legislativas (Foto: Divulgação)

Padilha disse também ter discutido com Renan uma pauta de propostas legislativas. Entre eles, citou o projeto de lei de responsabilidade sanitária, de autoria do senador do PT e ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PE). A proposta estabelece metas para Estados, municípios e União a serem cumpridos na área da saúde, inclusive com a eventual punição de gestores por não cumprimento de metas.

"Esse é um projeto fundamental para a estrutura do SUS (Sistema Único de Saúde) como ele é. O SUS é um grande desafio, nenhum país da nossa dimensão, com mais de 100 milhões de habitantes, assumiu o desafio de buscar sistema universal público e gratuito para toda a população. Esse desafio tem que ser construído em três esferas de governo - federal, Estados e municípios. É importante termos mecanismos legais de cobrança de metas", destacou o ministro.