Marina critica ação da PM de Pernambuco e Campos não comenta

Ela classificou o ato como "arbitrário" e afirmou que a situação poderia ter sido resolvida com "diálogo"

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17 JUN 201423h34

Pré-candidata à vice-presidente na chapa de Eduardo Campos (PSB), Marina Silva criticou nesta terça-feira, 17, a ação da PM de Pernambuco. Ela classificou o ato como "arbitrário" e afirmou que a situação poderia ter sido resolvida com "diálogo".

"Sempre defendemos o diálogo que vinha ocorrendo entre os integrantes do movimento (Ocupe Estelita), Prefeitura do Recife, governo do Estado e Ministério Público, processo que definiria em comum acordo qual a melhor destinação da área. O pedido de reintegração de posse expedido pela Justiça e executado nesta terça-feira poderia ter seguido o mesmo princípio do diálogo, em vez de terminar com uma desocupação arbitrária. A ação violenta da polícia é inaceitável, desnecessária e está em desacordo com todo o processo que vinha sendo construído nas últimas semanas", escreveu a ex-ministra no Facebook.

Enquanto Marina registrava a crítica, Campos, que deixou o governo de Pernambuco em abril para disputar a Presidência, assistia ao jogo do Brasil na casa do deputado e colega de partido Romário. O pré-candidato não fez comentários nas redes sociais e evitou postar foto ao lado do ex-jogador, apesar de imagens terem sido divulgadas para a imprensa.

Marina Silva criticou a ação da PM de Pernambuco (Foto: Agência Brasil)

Em maio, no meio da greve de PMs em Pernambuco, Campos publicou uma foto em seu Facebook em que aparecia em um jatinho ao lado da mulher. Logo em seguida, ele começou a ser bombardeado por seguidores por não estar no Estado em momento tão delicado. A imagem foi apagada minutos depois e o pré-candidato divulgou uma nota fazendo uma defesa do seu governo na área da segurança.

Ex-secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, Sérgio Xavier também criticou a ação desta terça. "O Novo Recife tem de ser o Recife do diálogo e da resistência democrática! É inaceitável o movimento #OcupeEstelita ser tratado como caso de polícia!", afirmou pelo Facebook. Aliado de Marina, ele deixou a administração estadual para ajudar na coordenação da campanha da dupla.