Maia diz esperar conseguir votos para Previdência até segunda-feira

Como se trata de uma PEC, a reforma da Previdência precisa de 308 votos em duas votações no plenário da Câmara

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12 DEZ 2017Por Folhapress18h01
Rodrigo Maia espera alcançar até a próxima segunda-feira (18) uma margem segura de votos para pautar a reforma da PrevidênciaRodrigo Maia espera alcançar até a próxima segunda-feira (18) uma margem segura de votos para pautar a reforma da PrevidênciaFoto: Divulgação/Fotos Públicas

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (12) que espera alcançar até a próxima segunda-feira (18) uma margem segura de votos para pautar a reforma da Previdência no plenário da Casa já no dia seguinte, a terça-feira (19).

"O debate começa na quinta [14] e nós temos muita expectativa de hoje [terça] até a próxima segunda [18] trabalhar deputado por deputado, voto por voto. Acho que o governo tem condições de fazer isso. O presidente Michel está empenhado nesta articulação", afirmou Maia.

Como se trata de uma PEC (proposta de emenda à Constituição), a reforma da Previdência precisa de 308 votos em duas votações no plenário da Câmara.

Para o presidente da Casa, o número seguro para votar sem expectativa de derrota é de 315 a 330 votos favoráveis.

A contagem atual de integrantes do governo flutua entre 270 e 290 votos a favor das mudanças previdenciárias.

O deputado disse que, até a véspera da votação, é preciso "ver a lista de deputados um a um, chamar, ver onde está o problema" para então decidir se é possível levar a proposta à votação.

"Uma coisa é ir para o tudo ou nada com 315. Outra coisa é ir para o tudo ou nada com 270. Aí não é ir para o tudo ou nada. Aí é você entrar no trem a 350 km/h com outro vindo na posição inversa a 350 km/h. Vão bater, somando as duas velocidades, a 700 km/h. Não vai ser uma coisa confortável. A gente não pode errar", afirmou Maia.

O presidente da Câmara disse ainda que, mesmo que a reforma da Previdência não seja votada na próxima semana, ela será assunto em 2018.

"Como este tema é um tema que, se não for votado agora, não vai sair da pauta, não adianta 'ah, não vamos votar agora, este tema vai sumir da pauta'. Não tem como sumir da pauta", afirmou Rodrigo Maia.