Líder do PT na Câmara pede exoneração de dez ministros de Temer

Afonso Florence (BA) pede a abertura de procedimento administrativo e sugere a exoneração por violação ao código de conduta da administração federal

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31 MAI 2016Por Folhapress23h30
O líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), denunciou na manhã desta terça-feira (31) na Comissão de Ética Pública da Presidência da República dez ministros do governo interino de Michel TemerO líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), denunciou na manhã desta terça-feira (31) na Comissão de Ética Pública da Presidência da República dez ministros do governo interino de Michel TemerFoto: Agência Brasil

O líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), denunciou na manhã desta terça-feira (31) na Comissão de Ética Pública da Presidência da República dez ministros do governo interino de Michel Temer por terem votado a favor do pedido e da abertura do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff.

Ele pede a abertura de procedimento administrativo e sugere a exoneração por violação ao código de conduta da administração federal.

São citados: Blairo Maggi (Agricultura), Bruno Araújo (Cidades), Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação Civil), Mendonça Filho (Educação), Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário), Ricardo Barros (Saúde), José Sarney Filho (Meio Ambiente), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Ronaldo Nogueira (Trabalho) e José Serra (Relações Exteriores).

Também menciona na representação o ex-ministro Romero Jucá (Planejamento).

Ao justificar as representações, Florence destacou que, ao votarem a favor da abertura do processo de impeachment, os 11 citados -oito são deputados e três, senadores- se valeram dos cargos que então ocupavam para fins particulares, já que, antes mesmo do afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República, já negociavam nomeações para o governo Temer.

ITAMARATY

Há ainda uma representação à parte contra Serra por medidas tomadas desde que assumiu o Itamaraty.

Segundo o documento protocolado na Comissão de Ética da Presidência, "o ocupante do MRE utilizou-se do seu poder, valendo-se de instrumentos oficiais, para tentar prevalecer uma versão que lhe é pessoalmente mais benéfica, constrangendo os servidores do órgão que ocupam a assumir uma posição que corresponde unicamente aos desígnios partidários da autoridade denunciada".

O líder do governo se refere à notícia publicada na Folha em 25 de maio, replicada na representação, segundo a qual o Itamaraty tem instruído diplomatas, por meio de uma circular, a combater a versão de golpe que os petistas e defensores de Dilma tentam impor ao impeachment.