Liberdade de imprensa é uma das pedras fundadoras da democracia, diz Dilma

A presidente enfatizou que o governo está comprometido com o direito de manifestação e disse ser contrária à censura

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31 MAR 201516h09

A presidente Dilma Rousseff defendeu a liberdade de imprensa ao dar posse nesta terça-feira, 31, ao novo ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República, Edinho Silva. Dilma destacou em seu discurso que, desde que assumiu o governo em 2011, a Secom atuou de acordo com princípios e conceitos de liberdade de imprensa. "A liberdade de imprensa é uma das pedras fundadoras da democracia", afirmou a presidente, lembrando ainda que a liberdade de expressão é a grande conquista do processo de redemocratização do País.

"A liberdade de expressão e liberdade de imprensa são, sobretudo o exercício do direito de ter opiniões, de criticar e apoiar. O direito de ter oposições e o direito de externá-las sem consequências e repressão", completou a presidente. Ela disse ainda que é liberdade também poder ir às ruas protestar. "No Brasil, temos que saber conviver com isso. Quem como eu e todos da minha geração viveram sob ditadura sabem o imenso valor da liberdade de expressão e liberdade de imprensa."

Dilma enfatizou que o governo está comprometido com o direito de manifestação e disse ser contrária à censura. "Reitero que não temos e não teremos, sob nenhuma hipótese, nenhuma circunstância qualquer ação no sentido de coibir e impedir a livre manifestação das pessoas", disse.

Dilma Rousseff defendeu a liberdade de imprensa ao dar posse ao novo ministro da Secom da Presidência da República (Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13)

Segundo a presidente, em suas práticas, a Secom respeitará sempre o direito à liberdade de todos se expressarem, o direito à informação e ao conhecimento. "A Secom adotará o mais rigoroso cuidado quanto à publicidade oficial", acrescentou.

Ao final do seu breve discurso, Dilma ainda enfatizou que é preciso explicar à população o momento pelo qual o País está passando. "Temos a obrigação de explicar ao povo que passamos por uma conjuntura que exige o maior rigor nos gastos públicos", lembrando que ajustes estão sendo feitos para o País voltar a crescer de forma mais breve possível. "Devemos sempre prestar contas à população e, acima de tudo, zelar pela nossa democracia", concluiu.

No início do discurso, a presidente agradeceu ao jornalista Thomas Traumann, que deixa a Secom, e destacou qualidades do novo ministro Edinho Silva. Segundo ela, ao escolher Edinho Silva para o cargo, identificou no ministro "a verdadeira sensibilidade política, fruto de sua boa experiência como prefeito e parlamentar".

Da corrente interna Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária no PT e a mesma do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Edinho assume a Secom no lugar do jornalista Thomas Traumann, que pediu demissão na quarta-feira passada, 25, depois de o portal estadao.com.br revelar o conteúdo de um documento reservado do Palácio do Planalto que via "caos político" e criticava a "comunicação errática" do governo federal.

Em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, na última sexta-feira, 27, o novo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República afirmou que a "democratização" das verbas de publicidade será um dos objetivos da sua gestão. Mas assegurou que não fará "nenhum tipo de manipulação de recursos". Segundo informou o Palácio do Planalto o orçamento para publicidade da secretaria é de R$ 187,5 milhões.