Levy diz que incertezas afetaram economia no 1º trimestre ao ano

Contudo, após a primeira etapa do ajuste fiscal, o ministro da Fazenda espera que haja uma melhora gradual da economia

Comentar
Compartilhar
29 MAI 201518h03

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, comentou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao primeiro trimestre do ano lembrando que muitas incertezas afetaram a atividade econômica no primeiro trimestre de 2015. No período, o PIB caiu 0,2% na comparação com o último trimestre de 2014 e encolheu 1 6% ante os primeiros três meses também do ano passado.

"Muita coisa mudou desde o começo do ano, quando incertezas afetaram a atividade econômica. O resultado do PIB do primeiro trimestre retrata dinâmica que tentamos mudar", disse Levy em entrevista, após evento na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), nesta sexta-feira, em almoço com empresários. Os investimentos, disse Levy, são os mais afetados pelas incertezas.

Contudo, após a primeira etapa do ajuste fiscal, Levy espera que haja uma melhora gradual da economia. "O segundo trimestre é o momento de transição. As pessoas começaram a ver e ouvir o que estava acontecendo, é uma travessia. Vamos começar a ter sinais diferentes no segundo semestre. Vamos começar a ver o crescimento voltar", falou.

Joaquim Levy disse que as incertezas afetaram a economia no 1º trimestre ao ano (Foto: Agência Brasil)

Voto de confiança

O voto de confiança dado pelas agências de classificação de risco ao não rebaixar a nota soberana de crédito do Brasil, segundo Levy, "foi bastante forte". No longo prazo, o País deve e vai perseguir o movimento contrário: um upgrade na nota. "O Brasil deve e merece estar com um rating A, não B, ou BB, ou algo desse tipo", disse Levy.

O ministro ainda destacou que, dentro das iniciativas do governo a presidente Dilma Rousseff (PT) deve anunciar o Plano Safra na semana que vem. Além disso, ele afirmou que "há grande possibilidade" de o Programa de Concessões do governo incluir o Aeroporto de Fortaleza.

Outro passo, segundo o ministro, é melhorar o desempenho do País no comércio exterior. "O Brasil deve melhorar a qualidade de seus produtos", disse.