Kerry se reúne com ministro russo para discutir conflitos

O governo norte-americano não confirmou a visita, embora o secretário já tenha deixado claro o seu interesse em fazer esta viagem. Sua última vez na Rússia foi em maio de 2013

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11 MAI 201513h08

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, e o ministro russo de Relações Exteriores, Sergey Lavrov, se reúnem amanhã em Sochi, na Rússia, para conversas sobre os conflitos em curso na Ucrânia, na Síria e no Iêmen. As informações foram publicadas nesta segunda-feira por agências de notícias russas.

Segundo as agências, Kerry pretende levar novas propostas para chegar a um acordo sobre o impasse na Ucrânia. O governo norte-americano não confirmou a visita, embora o secretário já tenha deixado claro o seu interesse em fazer esta viagem. Sua última vez na Rússia foi em maio de 2013.

Os ucranianos continuam envolvidos em conflitos esporádicos, apesar do cessar-fogo estabelecido em meados de fevereiro. Nações do Ocidente acusam a Rússia de dar suporte a rebeldes separatistas da Ucrânia, com fornecimento de arma e soldados, alimentando o clima de instabilidade política.

Segundo as agências, Kerry pretende levar novas propostas para chegar a um acordo sobre o impasse na Ucrânia (Foto: Andrew Harnik/Associated Press/Estadão Conteúdo)

A agência de notícias Interfax citou um funcionário do governo russo não identificado, que disse que o envio de assistência militar norte-americana para a Ucrânia seria levantado na reunião em Sochi. Durante uma visita a Moscou no domingo, a chanceler alemã Angela Merkel pediu à Rússia que usasse a sua influência para convencer os separatistas a respeitar o cessar-fogo.

A Ucrânia diz que mais de 8 mil morreram no conflito que começou em abril de 2014, entre forças do governo e separatistas apoiados pelos russos, nas regiões de Donetsk e Lugansk. "Vamos usar toda a influência que temos sobre as lideranças em Donetsk e Lugansk para garantir processo continue no ritmo necessário e alcance o nível necessário", disse o presidente russo, Vladimir Putin, a Merkel no domingo.