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Política

Justiça julga na quinta denúncia de favorecimento eleitoral a Helder Barbalho

Caso seja condenado, além de ter de pagar uma multa, o ministro ficará inelegível por três anos e será impedido de disputar as eleições em 2018

Caso seja condenado, além de ter de pagar uma multa, o ministro ficará inelegível por três anos e será impedido de disputar as eleições em 2018 / Agência Brasil

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará deverá julgar, na quinta-feira (16), ação contra o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), sob acusação de abuso de poder econômico nas eleições de 2014, quando concorreu ao governo do Estado.

Caso seja condenado, além de ter de pagar uma multa, o ministro ficará inelegível por três anos e será impedido de disputar as eleições em 2018.

Segundo a denúncia, apresentada pela procuradora regional eleitoral substituta Maria Clara Barros Noleto, Barbalho e seu vice, Joaquim Lira Maia (DEM), foram beneficiados na corrida eleitoral pelas empresas de comunicação do grupo RBA, com emissoras de rádio e de televisão da família do ministro.

Na defesa ao Ministério Público Eleitoral, os advogados do ministro alegam que a trajetória do peemedebista já era de conhecimento público antes da veiculação das reportagens anexadas à ação e que, segundo a denúncia, teriam lhe favorecido. A Procuradoria incluiu gravações de programas da TV RBA, da rádio Clube, reportagens publicadas no portal "Diário Online" e recortes do jornal "Diário do Pará".
Segundo a denúncia, o sistema de propriedade da família do ministro foi usado para "enaltecer" Helder Barbalho em contraposição a seus adversários políticos.

"Resta evidenciado que os investigados utilizaram os meios de comunicação de sua propriedade para veiculação de propaganda político-eleitoral disfarçada de matéria jornalística", diz a denúncia.

A defesa afirma, no entanto, que Barbalho foi derrotado nas eleições.

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