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Política

Huck não impediria polarização entre Lula e Alckmin, diz cientista político

O ex-presidente e o governador de São Paulo é quem vão disputar o cargo, segundo Fornazieri, que não acredita na ascensão de um 'outsider' como o apresentador

Candidatura de Luciano Huck à Presidência não conseguiria impedir a histórica polarização entre PT e PSDB / Fotos Públicas

A eventual candidatura do apresentador da TV Globo Luciano Huck à Presidência da República em 2018 não conseguirá impedir a já histórica polarização entre PT e PSDB no segundo turno, na avaliação do professor de Ciência Política da FESP-SP Aldo Fornazieri. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), é quem vão disputar o cargo, segundo Fornazieri, que não acredita na ascensão de um "outsider" como Huck.

"A pesquisa Estadão-Ipsos retrata apenas coma sociedade avalia essas personalidades, políticas ou não. Trata-se de uma avaliação pessoal, que nada tem a ver com intenção de voto. O passo adiante seria testar se essa aprovação de Huck, por exemplo, vai se traduzir em apoio eleitoral. E vale dizer que 60% nem é um índice muito grande para um apresentador bastante popular como ele. Poderia ser bem maior."

Fornazieri classifica como uma "aventura irresponsável" o possível desejo de Huck em disputar o Palácio do Planalto. "Ele não é um líder político. Não é nem sequer um líder partidário ou de um movimento político. Não tem experiência política nenhuma. Como almejar então cargo deste porte? O que vai acontecer com ele, caso seja, de maneira hipotética, eleito? Ou vai aderir ao fisiologismo para governar ou será mais um a sofrer impeachment. Dilma e Collor não eram líderes políticos, por isso, caíram", afirma.

De acordo com o especialista, diante da crise política que o País enfrenta, da incerteza generalizada do futuro, os candidatos mais conhecidos terão vantagem. "As pessoas já sabem o que esperar de Lula e Alckmin, não haverá surpresas nem no discurso nem na forma de governar. Lula, ao meu ver, conseguirá ser candidato, mesmo que tenha uma condenação em segunda instância. Já o PSDB, por sua vez, não tem outra opção a não ser se unir por uma candidatura forte de Alckmin, que é subestimado tanto dentro como fora do partido."

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