Há indícios de contas de fiscais no exterior, diz Haddad

O prefeito de São Paulo afirmou nesta quarta-feira que a auditora fiscal faz parte do núcleo da quadrilha

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06 NOV 201318h27

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta quarta-feira, 6, que há indícios de que a quadrilha de auditores fiscais investigados por desvios na arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) têm contas no exterior, abrindo a possibilidade de o patrimônio construído pelo grupo ser maior do que o previsto, inicialmente, nas investigações. Foram presos na semana passada quatro funcionários públicos municipais, após apuração conjunta da Corregedoria-Geral do Município (CGM) e do Ministério Público (MP) sobre a fraude, que pode ter causado prejuízo de R$ 500 milhões aos cofres da Prefeitura.

"As informações que estão chegando indicam que há contas da quadrilha no exterior. Então, nós vamos começar um trabalho de investigação porque pode acontecer de esses R$ 80 milhões em patrimônio serem só uma parte do que eles, efetivamente, têm ou têm em nome de laranjas", disse. Ente os bens dos funcionários públicos, estão imóveis, carros de luxo, lanchas e uma pousada na Região Serrana do Rio.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que há indícios de contas de fiscais no exterior (Foto: Heloisa Ballarini)

Nesta quarta-feira, Haddad também comentou a suspeita de envolvimento de mais funcionários na frade, como a auditora Paula Sayuri Nagamati. Paula afirmou em depoimento ao MP que um dos detidos na semana passada, Ronilson Rodrigues, financiou a campanha do vereador Antônio Donato (PT), atual secretário municipal de Governo, com o dinheiro do esquema.

O prefeito de São Paulo afirmou nesta quarta-feira que a auditora fiscal faz parte do núcleo da quadrilha. "Não vamos nos enganar. Tanto no caso da Vanessa (Alcântara, ex-companheira de um dos suspeitos) quanto no caso da Paula são do núcleo da quadrilha", disse. Nesta quarta, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa do auditor fiscal Amilcar Cançado Lemos, apontado como o idealizador do esquema de cobrança de propina.