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Graça trabalha em transição de equipe na sede da Petrobras

Nesta manhã, o mercado foi surpreendido com o comunicado da Petrobras da renúncia de Graça e de outros cinco diretores. Não foram informados os nomes dos diretores

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04 FEV 201515h59

A presidente da Petrobras, Graça Foster, está nesta quarta-feira, 4, na sede da estatal, no Centro do Rio de Janeiro, trabalhando na transição da diretoria. Graça se reuniu na terça-feira, 3, com a presidente Dilma Rousseff, mas, ao fim do dia, o governo negou que tenham decidido pela substituição da diretoria. Nesta manhã, o mercado foi surpreendido com o comunicado da Petrobras da renúncia de Graça e de outros cinco diretores. Não foram informados os nomes dos diretores.

O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apurou que o diretor João Elek, de Governança, Risco e Conformidade, permanecerá no cargo. Ele foi contratado recentemente e a sua chegada à empresa foi divulgada como mais uma ferramenta utilizada para melhorar a gestão da companhia, diminuindo as possibilidades de corrupção.

Além dele, apenas José Eduardo Dutra, diretor Corporativo e de Serviços, não participou da gestão do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que está sendo investigada pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato.

Graça Foster, está nesta quarta-feira, 4, na sede da estatal, no Centro do Rio de Janeiro, trabalhando na transição da diretoria (Foto: Divulgação)

Os demais ocupavam, na época, cargos de diretoria ou eram subordinados diretamente ao diretores. É o caso de José Carlos Cosenza, do Abastecimento, que era braço direito do ex-diretor e delator na Lava Jato, Paulo Roberto Costa. Oficialmente, a Petrobras não informa se Dutra permanece no cargo. Mas, internamente, funcionários apostam que ele é o outro diretor a ser mantido.

Almir Barbassa, de Finanças, foi o homem de confiança de Gabrielli quando este ainda era diretor Financeiro. Quando Gabrielli assumiu a presidência da petroleira, Barbassa foi promovido a diretor. José Formigli, de Exploração e Produção; José Alcides, de Gás e Energia; e José Antônio Figueiredo, lideravam o segundo escalão de suas áreas na diretoria anterior, investigada pela PF. Por isso, os seus nomes não significaram, de fato, uma real transformação da cúpula da empresa com a substituição de Gabrielli por Graça, em 2012.

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