Gleisi diz que Aécio foi 'oportunista' ao criticar presidente

Para a senadora e ex-ministra da Casa Civil, a presidente já esclareceu sua participação do episódio em nota

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20 MAR 201400h20

A senadora e ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffman (PT-PR) assumiu a linha de frente da defesa da presidente Dilma Rousseff na operação de venda da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006. A petista disse que o pré-candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), foi "muito oportunista" ao criticar Dilma. Para a petista, a presidente já esclareceu sua participação do episódio em nota. O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), foi outro que procurou isentar Dilma de responsabilidade na negociação e descartou, ao menos por ora, uma investigação do Legislativo sobre a operação.

"Penso que o pronunciamento que Vossa Excelência traz agora utiliza de forma muito oportunista um momento em que a presidenta, inclusive já se esclareceu por nota, colocando o que ocorreu", afirmou Gleisi. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse que a base aliada não teme investigações do Congresso, mas ressalvou que, até o momento, não há uma "conclusão definitiva" de que a operação causou prejuízo para a estatal. "Eu entendo que se esteja fazendo uma grande tempestade em copo d'água", afirmou. "Devemos esperar o resultado dessas investigações antes de afirmar que há uma gestão temerária", completou o petista, rebatendo a fala de Aécio Neves.

Gleisi Hoffman afirmou que Aécio Neves foi 'oportunista' ao criticar presidente Dilma Rousseff (Foto: Agência Brasil)

No início da tarde, antes do pronunciamento de Aécio Neves, o presidente do Congresso também procurou blindar Dilma. "Na vida pública não pode existir, absolutamente, nenhuma dúvida. A presidente, mais do que qualquer um, quer o esclarecimento definitivo dos fatos. Você não pode responsabilizar pela participação um conselho, alguém que tem demonstrado a responsabilidade que ela tem demonstrado com o país", afirmou.

Renan Calheiros ressalvou eu uma apuração do Congresso só deve ocorrer se não ficar esclarecidas as apurações realizadas por outros órgãos oficiais. "A investigação política só tem sentido quando o fato não está sendo investigado pelas vias normais. Quando está sendo investigado pelas vias normais, nós precisamos fortalecer esse caminho de investigação e aguardar o resultado. Se não estiver sendo esclarecido pelas vias normais, e não é o caso, você faz uma investigação política", disse.