Futuro ministro, Marun recua de pedido de indiciamento de Janot

Ele havia apresentado seu parecer na terça (12). Na quinta (14), assumirá como ministro da Secretaria de Governo do governo de Michel Temer

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13 DEZ 2017Por Folhapress15h00
Na quinta (14), Carlos Marun assumirá como ministro da Secretaria de Governo do governo de Michel Temer, de quem é um dos principais aliadosNa quinta (14), Carlos Marun assumirá como ministro da Secretaria de Governo do governo de Michel Temer, de quem é um dos principais aliadosFoto: Fotos Públicas

O relator da CPI da JBS, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), decidiu nesta quarta-feira (13) retirar de seu parecer final o pedido de indiciamento do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Mantiveram-se os pedidos de indiciamento do ex-procurador Marcelo Miller e da cúpula da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista, além do executivo Ricardo Saud. Foi retirado ainda o indiciamento do ex-chefe de gabinete de Janot, Eduardo Pelella.

Marun manteve a fundamentação do pedido de investigação na Lei de Segurança Nacional, promulgada em 1983 pelo último presidente da ditadura militar, João Batista Figueiredo.

Ele havia apresentado seu parecer na terça (12). Na quinta (14), assumirá como ministro da Secretaria de Governo do governo de Michel Temer, de quem é um dos principais aliados.

Ao apresentar o texto inicial, ele havia dito que houve uma "conspiração para afastar o presidente".

A retirada do pedido de indiciamento, que transformou em pedido de investigação ao Ministério Público, foi acordada com outros deputados da CPI, para que pudesse aprovar o texto.

"Eu poderia estar demonstrando uma indevida desconfiança do Ministério Público, desconfiança essa que eu entendo que o procurador Janot teve quando correu para apresentar a segunda denúncia [contra o presidente Michel Temer]", afirmou Marun, na abertura da sessão da CPI que deve votar o parecer.

Mais cedo, o governo trabalhou com afinco para conseguir quorum para que a sessão pudesse acontecer.

Até mesmo o líder do governo do Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), presença infrequente na comissão, registrou presença para que se atingisse o número mínimo de parlamentares para a votação.

Com o início da sessão do Congresso Nacional, a votação do relatório deve ser adiada.