Fãs de Bolsonaro fazem ato em Santos pelo voto impresso e em defesa do presidente

Os manifestantes pedem que as cédulas de papel voltem a ser usadas nas eleições de 2022

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01 AGO 2021Por Jeferson Marques17h46
Cerca de 150 pessoas se reuniram na Praça da Independência, no Gonzaga, em Santos, desde as 14h desse domingo (01) .Cerca de 150 pessoas se reuniram na Praça da Independência, no Gonzaga, em Santos, desde as 14h desse domingo (01) .Foto: Nair Bueno/Diário do Litoral

Cerca de 150 pessoas se reuniram na Praça da Independência, no Gonzaga, em Santos, desde as 14h desse domingo (01) em um ato que pedia pelo voto impresso e também em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A manifestação atendeu a um pedido do próprio presidente, ocorrendo em outras cidades brasileiras simultaneamente.

Os manifestantes pedem que as cédulas de papel voltem a ser usadas nas eleições de 2022 e querem, ainda, demonstrar que a pressão popular pode favorecer essa Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que tramita na Câmara dos Deputados.

A maioria das pessoas portavam bandeiras do Brasil e vestiam verde e amarelo. O autônomo Ricardo Maurício Alves, de 39 anos, chegou na manifestação por volta das 14h40. "Bolsonarista com muito orgulho", como diz, foi questionado pela Reportagem do Diário se a série de informações falsas propagadas por Bolsonaro nas últimas semanas com relação a supostas fraudes nas urnas eletrônicas não deixariam o movimento, de certa forma, mais fraco em seu objetivo. Na sua visão, isso não existe. 

"O presidente mostrou os indícios e só não vê quem não quer, como é o caso de vocês, da imprensa, que gostam de tumultuar. Não ter provas não indica que não exista crime. Mas a vontade do povo e de Deus vai prevalecer e teremos as cédulas de papel de volta. É uma segurança para todos nós", analisou.

Alves foi perguntado, ainda, sobre Bolsonaro e seus filhos terem sido eleitos pelo sistema de urnas eletrônicas e só agora questionarem a segurança das mesmas, o que poderia colocar em questionamento, inclusive, a sua própria vitória em 28 de outubro de 2018.

"Era impossível fraudar algo que já estava evidente. A popularidade do Jair estava muito alta e era claro que ele venceria a disputa. O que nos intriga é que ele não tenha vencido no 1º turno, e aí suspeitamos da fraude. Ele tinha que ter ganhado sem 2º turno", disse. "E por que a fraude não seguiu no 2º turno, então"?, indagou, novamente, a Reportagem. "Ia ficar muito na cara. Como falei, a popularidade dele era altíssima. Ou era ele eleito ou uma guerra explodiria nas ruas. Por isso repensaram e não levaram o esquema para frente", finalizou Alves.