Farid diz que já cumpriu 90% de seu plano de Governo

Prefeito de Guarujá faz balanço de seus 30 meses de gestão e afirma que trabalha em melhorias para a área da Saúde

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26 FEV 201322h21

As vésperas do aniversário de 73 anos de emancipação político administrativa de Guarujá, que será celebrado no próximo sábado, o prefeito Farid Said Madi fez um balanço de seus 30 meses de Governo. Em entrevista coletiva concedida no auditório do Paço Municipal, Farid declarou que já conseguiu cumprir 90% de seu plano de Governo e que as ações judiciais contra ele são fruto de uma “grande armação contra o seu Governo”.

“Eu acho que tem muita coisa para comemorar. Nós temos investimentos na rede hoteleira, o crescimento do porto e a possibilidade muito em breve de estarmos ampliando as áreas de retroporto com geração de emprego e renda para o Município”.

Na margem esquerda do porto de Santos, as áreas do Sítio Conceiçãozinha e Prainha serão destinadas à ampliação da atividade portuária. Em Conceiçãozinha moram cerca de 3.500 famílias, que segundo o prefeito serão removidas para o Parque da Montanha, na Vila Edna, para onde está prevista a construção de casas para essas famílias. 

Segundo Farid, o projeto habitacional será custeado com recursos do Ministério das Cidades, por meio do (Programa de Aceleração do Crescimento(PAC). A liberação de R$ 73 milhões foi assinada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio dos Bandeirantes — sede do Governo do Estado — com contrapartida de R$ 37 milhões da Prefeitura. 

Farid disse que o início das obras depende de “a burocracia da Caixa Econômica Federal não atrasar e se não houver nenhum questionamento jurídico da licitação”. O prefeito espera abrir o processo licitatório em cerca de quatro meses se não houver impedimentos.

Farid disse ainda a Cidade que nos últimos anos gerou muitos empregos e a criminalidade caiu 32% desde o ano passado. “O Hotel do Sílvio Santos gerou 2.400 empregos diretos e indiretos, o Carrefour gerou mais 300 diretos e 900 indiretos. Agora com o PAC imagina quantos empregos vão ser gerados na Cidade? O porto gerou mais 35% de empregos, fora o comércio.”

Na Educação, o prefeito salientou que houve melhora na qualidade de ensino e na ampliação na distribuição da merenda escolar para 37 mil alunos das escolas estaduais “coisa que não acontecia antes”, porém o que falta ainda acertar um pouco é a Saúde.

“Implantamos o Programa de Saúde da Família (PSF), mas ainda não conseguimos atingir o resultado que deveria ter. Hoje temos 12 equipes de PSF atendendo milhares de famílias e vamos entregar a maternidade em Vicente de Carvalho, em 60 dias”, disse Farid. 

Quanto ao saneamento básico de bairros periféricos, o prefeito disse que aguarda as obras de instalação de rede esgoto anunciadas pela Sabesp para os bairros de Morrinhos 3 e 4 para então dar início às obras de drenagem e pavimentação das vias. Há ainda projetos de urbanização previstos para a Vila Áurea, de acordo com Farid. 

O prefeito anunciou ainda que pretende remover 820 famílias da favela da Cachoeira para o projeto habitacional da CDHU que prevê a construção de 708 unidades, na Vila Zilda. “O governador (José Serra) garantiu ontem que vai fazer a licitação o mais rápido possível lá na Vila Zilda para atender essas famílias que vivem em palafitas”, disse Farid e destacou que a distribuição das moradias não será por sorteio para não haver irregularidades. Já em relação a Prainha, Farid garantiu que as famílias  instaladas no local há mais de 50 anos, receberão o título de posse da área onde residem.

Transporte coletivo

O prefeito foi indagado pela imprensa sobre os problemas na implantação do Sistema Integrado de Transportes (SIT), pela concessionária Translitoral. A integração dos coletivos funciona desde o dia 23, mas os usuários estão reclamando do tempo de espera nos pontos de ônibus que chegam a superar 40 minutos, quando a finalidade do sistema era justamente o contrário — agilizar — além de proporcionar economia de passagens aos usuários por meio do uso do cartão transporte.

Sobre o assunto, Farid disse que sabia que seriam necessários acertos no início durante a adaptação do sistema, mas que cobrará as soluções da Translitoral o mais rápido possível.

Aeroporto Civil

“Desde que assumimos nós falamos que o potencial maior dele seria de cargas e que um terminal de passageiros nos ajudaria muito na questão do turismo, mas não seria a única razão de ser desse aeroporto. O Guarujá não tem nada contra os prefeitos de Praia Grande e de Itanhaém quererem um aeroporto civil. Agora estrategicamente, é lógico que o nosso aeroporto é mais viável”.

Cônego Domênico Rangoni

“Nós temos tido uma série de discussões com a Ecovias. Nós queremos uma passagem em Vicente de Carvalho para que as pessoas não tenham mais que cruzar a pista por causa dos carros, mas a relação da Prefeitura com a Ecovias é difícil. Tem uma obra de acesso para a entrada de carros aqui próximo à Prefeitura que não conseguimos fazer. A Ecovias faz uma série de exigências e acaba impedindo as obras. Não temos gerência sobre a Ecovias, o que torna as coisas ainda mais difíceis”.

Reeleição

“Eleição é um outro momento. Ainda é muito cedo para estar falando de campanha”.

Armação política

“O Guarujá vive o denuncismo o tempo todo. Denúncias contra a minha administração que nunca se comprovaram. Várias ações . Tudo que a Prefeitura faz é questionado judicialmente. Um contrato, qualquer coisa, movem uma ação. Agora estão querendo transformas essas ações que são civis em ações criminais e ficam lançando na imprensa. É uma pena isso”.

Sobre o vídeo divulgado no site ‘Youtube’, o prefeito comentou que “é uma grande armação do grupo que não se conforma em ter perdido a eleição e de alguns que ganharam a eleição comigo e não se conformam de não ter feito aquilo que pretendiam fazer e nós não deixamos. Ele se juntaram numa grande armação política.

OP Mariner

“Esta empresa, além de não prestar um ótimo serviço, sonega impostos da Prefeitura. Eles tem uma dívida atualizada hoje de mais de R$ 10 milhões, em ISS. A Prefeitura tentou um acordo com a empresa”. Propusemos: ‘a gente não aciona judicialmente a cobrança de 2004 para trás, mas vocês (OP Mariner) começam a pagar de 2005 em diante’. Eles não aceitaram. Todas as cidades que têm travessia de balsas moveram uma ação conjunta e nós ganhamos em primeira instância. 

Como eles não podem continuar como OP Mariner, ganharam a licitação como TWB, é a mesma empresa. É um absurdo, uma pouca vergonha. Segundo o contrato, eles tem que pagar 5% de ISS. Recebem da Dersa e não repassam Já existe uma ação no Ministério Público. Tentamos mudar a fila de lugar para diminuir os transtornos e fomos boicotados pela empresa. Ou eles fazem o que a gente quer amigavelmente ou a Prefeitura vai ter que endurecer e proibir a fila na Avenida Adhemar de Barros e eles que arrumem outro lugar para a fila”.