Em entrevista na Rússia, Temer defende que crise política não afeta economia

O presidente agradeceu publicamente o apoio da Rússia que, segundo ele, manteve o comércio de carne com o Brasil durante a crise que o setor viveu

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21 JUN 2017Por Agência Brasil08h30
XIII Cerimônia de Encerramento do Concurso Internacional de Ballet do Teatro BolshoiXIII Cerimônia de Encerramento do Concurso Internacional de Ballet do Teatro BolshoiFoto: Beto Barata/PR

O presidente Michel Temer concedeu entrevista coletiva a jornalistas ontem (20), em Moscou, na Rússia, e afirmou que a crise política não atrapalha o avanço econômico do Brasil. Ele citou o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) após dois anos de queda.

“Tanto não atrapalha que vocês vejam que neste primeiro trimestre houve um aumento de 1% no PIB e os indicativos são todos no sentido de que este aumento vai continuar. A inflação hoje é menos de 4%, não é? Quando nós chegamos ao governo estava em torno de 10% e vocês sabem que até o final do ano estará abaixo do centro da meta, que é 4,5%. Aliás, eu tenho lido em vários articulistas exatamente isso: crise política não prejudica hoje a economia”, disse o presidente após um seminário de captação de investimentos russos para o Brasil.

Além disso, agradeceu publicamente o apoio da Rússia que, de acordo com o presidente, manteve o comércio de carne com o Brasil durante a crise que o setor viveu com as investigações da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. O presidente classificou a operação como “coisa hipotética”. “Quando se lançou aquela coisa hipotética, da chamada Carne Fraca, era para atingir dois ou três frigoríficos. A Rússia, que é grande adquirente de carnes suínas, bovinas e frangos, não se alterou, continuou a importar da mesma maneira. O que eu quero é incentivar a importação [...]", disse.

O presidente também foi questionado sobre o relatório que está sendo preparado pela Polícia Federal a partir das delações da JBS, que envolvem seu nome. O prazo inicial para concluir a investigação terminou ontem (19) e a PF pediu mais prazo . Sobre o assunto, o presidente foi breve: “Vamos esperar. Isso é juízo jurídico”.