Em defesa de Renan, Collor acusa Gurgel

Ex-presidente da República e senador Fernando Collor criticou o procurador-geral, Roberto Gurgel, a quem chamou de "chantagista" e "prevaricador".

Comentar
Compartilhar
01 FEV 201315h05

O ex-presidente da República e senador Fernando Collor (PTB-AL) criticou, durante discurso, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a quem chamou de "chantagista" e "prevaricador". Semana passada, Gurgel apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o candidato à Presidência do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), acusando-o de usar notas "frias" para comprovar seu patrimônio. Collor classificou a ação de uma "pseudodenúncia".

Durante a CPI do Cachoeira, Collor entrou com um pedido de impeachment contra Gurgel no Senado e também com representações no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), questionando a demora do procurador-geral em investigar o ex-senador Demóstenes Torres e sua relação com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Por isso, para o senador, o procurador não tem isenção para apresentar uma denúncia contra o aliado Renan Calheiros.

O ex-presidente da República, Fernando Collor de Melo, é atualmente senador pelo estado de Alagoas (Foto: Reprodução)

"O senhor procurador-geral, Roberto Gurgel dos Santos, não tem nenhuma autoridade para apresentar qualquer tipo de denúncia contra nenhum parlamentar. (Gurgel) Tem contra si, tramitando nesta Casa, representação contra sua atuação. Esta representação demonstra que o senhor procurador-geral é chantagista, prevaricador e que cometeu crime de responsabilidade. Como é que este senhor tem autoridade moral para apresentar uma denúncia contra um senador da República que já foi julgado pelo Senado Federal? Julgado e absolvido pelo Senado Federal. Num sábado?", disse.

O ex-presidente defendeu Renan, desejando-lhe sucesso caso eleito presidente da Casa. "A sua eleição será uma afirmação do Senado da República e não temos que temer chuvas, trovões e trovoadas." Para ele, o Poder Legislativo vem sendo injuriado e colocado numa situação subalterna com outros poderes da República. "Ficamos recebendo orientações e, mais do que isso, ordens do Poder Judiciário, e não pode em momento nenhum abrir mão de suas prerrogativas. Algo de estranho paira no ar. Alguma orquestração está por cima disto tudo e o Senado da República no seu momento de afirmação como poder não pode em momento nenhum se agachar e aceitar uma denúncia absolutamente inepta".